Como aconteceu o fim do Aborto Elétrico e o início da Legião, segundo Renato Russo
Por Gustavo Maiato
Postado em 19 de fevereiro de 2022
O compositor Renato Russo fazia parte da banda Aborto Elétrico, que durou entre os anos de 1978 até 1981, e contava também com Fê Lemos (bateria), André Pretorius (guitarra), Flávio Lemos (baixo) e Ico Ouro-Preto (guitarra).
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Em entrevista concedida ao canal MTV e resgatada pelo canal do Heliomar Nascimento, Renato Russo comentou sobre como foi a transição entre o final do Aborto Elétrico e seu início com a Legião Urbana.
"No Aborto Elétrico, durante um tempo apenas eu cantava. Depois, entrou o Ico Ouro Preto na guitarra, que foi a melhor fase da banda. Já fazíamos shows mais profissionais e tudo. Eram integrantes que estão associados ao Plebe Rude, Capital Inicial e Legião Urbana. Mas acabou que acabou. Eu não tinha muita paciência. Eu era dono do baixo, escrevia as letras e tudo e as pessoas me tratavam como se eu fosse empregado", comentou.
Segundo Renato Russo, a partir do encerramento do Aborto Elétrico, ele convidou o baterista Marcelo Bonfá para começar um projeto em que eles dois seriam os principais e contariam com convidados. Esse embrião da Legião Urbana acabou contando com outros integrantes e a partir daí se consolidou a primeira formação da banda.
"Eu saí do Aborto Elétrico e uma vez estava em um point. Cheguei para o Marcelo Bonfá e perguntei se ele não queria fazer uma banda. A gente poderia ter um núcleo de baixo e bateria. Numa música poderia ser o Phillipe Seabra, da Plebe. Na outra, chamamos umas meninas para cantar. A outra poderia ser instrumental. A Legião Urbana seria só eu e o Bonfá. Mas naturalmente essa ideia não deu muito certo, porque até chamar as pessoas e montar repertório era difícil. No começo, chamamos o Eduardo Paraná, que era amigo do Marcelo, para tocar guitarra. Mas ele tinha outra formação musical. Ele era muito legal, maior gatinho, mas tocava super rápido. A gente dizia que não era por aí! Ele estudava música clássica. Outro amigo nosso, o Paulo Paulista, disse que deveríamos ter um tecladista. Ele era jovem e alto. Era um teclado muito primitivo. Ele demorava a música inteira até arrumar o som! (risos). Essa foi a primeira formação da Legião Urbana", explicou.
Confira a entrevista completa abaixo.
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