As histórias em quadrinhos do Kiss publicada pela Marvel na década de 70
Por André Garcia
Postado em 10 de maio de 2022
Na segunda metade dos anos 70, com o fenômeno comercial que se tornou, o Kiss era chamado por nomes como Joe Perry e Alice Cooper de "banda de histórias em quadrinhos". Entretanto, em 1977 eles se tornaram literalmente isso com uma história em quadrinhos da banda publicada por ninguém menos que a Marvel Comics.
A série Marvel Comics Super Special apresentou o Kiss nas edições #1 (1977) e #5 (1978), com arte dos lendários desenhistas John Buscema e John Romita Jr. No livro Kiss por trás da máscara - a biografia oficial autorizada, de David Leaf e Ken Sharp, os membros da banda e os produtores da HQ falaram sobre o projeto
Gene Simmons (Baixista): A Marvel Comics nos colocou numa história do Howard, o Pato [edição #12, de 1977], onde ele era possuído pelo Kiss. Aconteceu que ela vendeu muito, então eles pensaram: "Opa, há um nicho aí!"
Stan Lee (Chefe da Marvel Comics): Gene Simmons entrou em contato conosco e decidimos fazer uma revista com o Kiss. Ele é um dos maiores fãs de histórias em quadrinhos, o tempo todo ele dizia: "Stan, lembra daquela história que você escreveu em 1964? Lembra do que você escreveu no terceiro quadrinho da página 12?"
Steve Gerber (Roteirista e editor da Marvel Comics): Foi a primeira história em quadrinhos daquele tipo. A diferença era que revistas em quadrinhos eram destinadas às crianças, já a do Kiss se destinava ao público da banda.
Sean Delaney (Road manager do Kiss): Eu tinha acabado de retornar de uma turnê e entrei no escritório, lá estavam Steve Gerber e Stan Lee, e sobre a mesa estavam alguns esboços. Peguei um deles para dar uma olhada, e vi uns desenhos estranhos com os caras do Kiss. Gene dizia: "Precisamos ir para a Cidade do México, pois os Necros lançaram poluição no ar! Temos que fazer um show gratuito para arrecadar dinheiro para ajudar a limpar o ar!" Eu rasguei aquilo no meio e falei alto: "Que p*rra é essa? Isso é coisa para bebês! Se vocês vão fazer uma história, eles não têm que ser músicos, eles têm que ser super-heróis!"
Steve Gerber: Foi a primeira vez que escrevi quadrinhos baseados em pessoas reais [risos]. Aquilo foi algo diferente.
Sean Delaney: Então Stan Lee perguntou: "Como é que eles podem se transformar em super-heróis, então?", e eu respondi: "Dando a eles um talismã." A ideia do talismã foi a caixa de KHYSCZ, o nome da terra do Kiss na história, dentro dela há quatro talismãs: o gato, o demônio, a luz e a estrela. Eu que dei a ideia do poder de cada personagem. Daí me sentei e escrevi com Steve Gerber.
Steve Gerber: Os superpoderes dos personagens eram óbvios: Paul tinha a estrela que saía de seu olho pintado, Peter tinha poderes felinos, Ace atravessava o tempo e o espaço, e Gene soltava fogo. Aquilo tinha que ser algo espetacular, tinha que ser algo que saltasse aos olhos. Por isso usamos tinta metálica no logotipo do Kiss na capa, acho que foi a primeira vez que vi aquilo ser feito.
Gene Simmons: Mesmo hesitante, a Marvel deu continuidade ao projeto, e aquelas duas revistas em quadrinhos Marvel do Kiss foram as mais vendidas durante vinte anos.
Paul Stanley (Guitarrista): Eu achei o máximo! É muito emocionante quando o seu rosto aparece em algo, uma história sobre você. É bárbaro ver uma história em quadrinhos sobre você. Muito melhor do que ler sobre o Superman!
Peter Criss (Baterista): Aqueles quadrinhos do Kiss foram o máximo! O trabalho de arte foi brilhante! Demos nosso sangue para ser usado na impressão [risos]!
Stan Lee: Eu e os rapazes do Kiss tivemos que ir de carro até Buffalo, porque estávamos organizando um evento publicitário lá, no qual a banda colocaria sangue na tinta que iria para a impressora.
Carol Ross (Publicitária): Aquilo tornou a divulgação muito mais interessante, porque o próprio sangue dos membros do Kiss estava presente nas revistas. Os fãs piraram!
FONTE: Livro Kiss por trás da máscara
A biografia oficial autorizada
de David Leaf e Ken Sharp
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