Por que Edu Falaschi não considera debut do Almah como primeiro da carreira solo?
Por Gustavo Maiato
Postado em 02 de maio de 2022
O primeiro disco do Almah leva o nome da banda e foi lançado em 2006 como um protótipo da carreira solo de Edu Falaschi, mas a coisa evoluiu para uma banda nos álbuns seguintes. Em entrevista ao jornalista musical Gustavo Maiato, o ex-vocalista do Angra refletiu sobre esse período de sua carreira e explicou o motivo pelo qual considera o álbum "Vera Cruz" como o início oficial de sua carreira solo.
O primeiro disco do Almah já tinha uma intenção de ser banda. Por isso o nome ‘Almah’ na capa é bem maior. Embaixo fica ‘By Edu Falaschi’, bem pequeno. Então esse era o conceito. O ‘Vera Cruz’ de fato é meu primeiro álbum como artista solo. Naquela época do Almah, eu estava no Angra ainda. Então não tinha como eu estar em carreira solo sendo vocalista do Angra. Agora, não tenho nenhum outro projeto. O Almah está em pausa. Por isso tem essa conotação de ser o primeiro.
Essa ideia do disco surgiu lá em 2017, quando iniciei o projeto solo ao vivo. Eu fui fazer um show no Peru, fui contratado para tocar apenas Angra. Toquei ‘Heroes of Sand’, ‘Spread Your Fire’, ‘Wishing Well’. Aí depois do show, o Joe Lynn Turner estava lá. Ele conversou comigo e me perguntou: ‘você não tem uma carreira solo?’. Eu falei que não, então ele me aconselhou construir isso, porque os fãs querem o Edu do Angra. Ninguém precisa desviar dessa conclusão óbvia de que o Angra foi a maior vitrine para meu nome mundialmente. Muita gente conheceu meu trabalho a partir do ‘Rebirth’. Depois começaram a pesquisar, descobriram o Symbols, o Mitrium. Eu fiquei 12 anos no Angra, foi o lugar que eu fiquei mais tempo! Muitos passaram a conhecer o Angra apenas comigo no vocal.
Então passei uns três anos tocando clássicos da minha época de Angra. No meio do percurso, os fãs começaram a pedir coisas novas. Aí eu fiz o EP ‘The Glory Of The Sacred Truth’, que explodiu! Está no gosto da galera do power metal. Gravei também a música ‘Streets of Florence’, uma balada bem no meu estilo. Aí foi um caminho natural. O pessoal mesmo da banda comentou que estava na hora de fazer um disco. O próprio Roberto Barros, que produziu comigo, me incentivou a compor. Eu desenvolvi todo o conceito do ‘Vera Cruz’. Esses três anos entre 2017 e 2019 basicamente me deram um empurrão para esse trabalho acontecer!".
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