O surpreendente padrão de Renato Russo para aprovar fotos do 1º disco da Legião
Por Gustavo Maiato
Postado em 15 de junho de 2022
O primeiro disco da Legião Urbana leva o nome da banda e saiu no dia 2 de janeiro de 1985 pela gravadora EMI Brazil. A capa do álbum traz uma foto dos quatro integrantes e alguns símbolos em relevo e é de autoria do designer Ricardo Leite.
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Em entrevista ao canal corredor 5, no YouTube, Ricardo comentou histórias sobre como ele e Renato Russo chegaram nesse resultado. Tudo começou quando ele foi chamado para trabalhar com a Legião Urbana após ser indicado pelo pessoal dos Paralamas do Sucesso.
"Os Paralamas do Sucesso me indicaram para a Legião Urbana, aí fiz o primeiro disco deles, e tem história pra caramba. Essa capa tem relevos, tem o Congresso Nacional, um índio e a Coca-Cola. É um relevo seco, não precisa de tinta. Fui conhecer o disco, fiquei louco! Se eu já achava os Paralamas top, esse troço senti que estava um pouco acima! Era um discurso mais político, muito nítido. As músicas eram muito boas também, como ‘Será’ e "Ainda É Cedo’. Fui conversar com o Renato Russo e ele estava numa ansiedade só. Ele queria fazer a capa, já tinha ideia, mas a gravadora não queria deixá-lo fazer. Tiraram deles esse direito. Eu tentei fazer o que ele queria, mesmo a gravadora não topando assumir a direção", disse.
Segundo Ricardo Leite, a escolha da foto para a capa não foi um processo fácil, até que ele entendeu o que Renato Russo queria e tudo acabou sendo facilitado.
"O Renato queria que a capa fosse branca escrito ‘Legião Urbana’ no centro, sem foto nenhuma. Eu queria botar uma foto deles. Não queria só escrever o nome da banda, queria deixar minha digital ali. Eu estava começando. Vamos negociar! Aí peguei uma pilha de fotos e o Renato queria escolher a foto. Aí ele aprovava algumas, mas outras não. Ele começou a vetar tudo. Comecei a descobrir qual era o padrão dele. Por que ele escolhia umas e outras não? Comecei a descobrir que tudo que o rosto dele aparecia ele vetava. Tinha uma que ele estava com a mão na cara, essa ele aprovava. Fomos lapidando e chegamos no seguinte consenso: escolher uma foto que ninguém aparece. Todos estão encobertos. Ele está fora de foco, o Negrete está escuro. Tem um quê de mistério aí. Na contracapa, a foto também não dá para ver direito. Atendi a necessidade dele", concluiu.
Confira a entrevista completa aqui.
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