Luis Mariutti trabalhou carregando peso em casas de show para superar depressão
Por Gustavo Maiato
Postado em 15 de julho de 2022
Quem vê o baixista Luis Mariutti arrasando nos palcos com o Shaman hoje em dia pode não imaginar que o músico sofreu de depressão por um tempo e recorreu a métodos pouco ortodoxos para superar esse desafio.
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Em entrevista ao canal Amplifica, de Rafael Bittencourt, Mariutti comentou que chegou a trabalhar no pesado como forma de buscar a cura.
"Eu parei um tempo de tocar. Naquela época que eu tocava com o Andre Matos, subia no palco e me perguntava: ‘O que estou fazendo aqui?’. Estava com esse feeling, não dava mais para tocar desse jeito. Comecei a ficar meio depressivo. Montei meu time de muay thai. Pela minha cabeça, passava que eu precisava pegar pesado, trabalho braçal. Aí, raspei o cabelo e comecei a dar aula. Comecei a trabalhar de carregador de palco no Carioca Club. Em shows do Testament, carreguei coisas das 8h da manhã às 22h da noite. Esse foi o jeito que ia me tratar. Pensei que não pertencia mais. Era algo em mim, atitudes que não tomei. Coisas que você começa a se culpar. A culpa de tudo que acontece na sua vida é sua. Aí depois comecei a dar aula o dia todo, treinava com os alunos. Precisava treinar. Quando eu parava, ficava mal. Para retomar, demorou uns 4 ou 5 anos. Para tirar essa tristeza", disse.
Em outro ponto, Luis Mariutti comentou sobre a importância de sua esposa Fernanda nesse processo de retomada da carreira musical.
"Não tomei remédio nenhum. Não sei se me curei, na verdade. Me pego repetindo atitudes. Minha esposa Fernanda às vezes fala isso para mim. É uma maneira que encontrei de melhorar. Naquela época que você foi me visitar, eu já estava mais estruturado, com bastante aluno, mas sempre tinha aquela coisa de um amigo chegar e perguntar por que parei de tocar. Falavam que eu tocava no Angra, e agora estava dando aula. A Fernanda disse que daqui a pouco ninguém ia saber quem eu era. Ou eu voltava ou era tchau para a música. Ela fez o canal, comecei a postar vídeos. Não sabia nem falar! Nas entrevistas, eu era o que menos falava. Mesmo assim, fui na cara de pau. Estava tocando mal também. Ela foi dirigindo, estudou como fazer. Hoje, ela edita os meus vídeos e grava meus baixos", concluiu.
Confira o episódio completo aqui.
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