Robert Smith comenta a admiração que o The Cure recebe de outras bandas
Por André Garcia
Postado em 27 de outubro de 2022
O The Cure foi formado em 1978 por Robert Smith, que já faz décadas que é o único membro original e que fez parte de todas as suas diversas formações. Musicalmente, a banda balançou na gangorra emocional de seu líder, ora com músicas sombrias e depressivas, ora com alegres canções pop — que na virada dos anos 80 para a década seguinte os levou a lotar estádios.
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Na ativa até hoje, o The Cure é muito elogiado por bandas como Interpol, cujo vocalista Paul Banks em 2010 disse para a Blitz Magazine:
"The Cure é uma banda que todos nós do Interpol podemos dizer que nos influenciou. Quando eu era mais novo, eu ouvia muito. Carlos [Dengler] também. Na verdade, ele foi diretamente influenciado por ela na forma como tocava baixo e teclados. É uma das bandas que mais inspira o Interpol, porque todos nós gostamos deles. Eles são lendários."
Entretanto, conforme publicado pela Far Out Magazine, incomoda a Robert Smith o fato dele ser tão lembrado por outras bandas e, ao mesmo tempo, esquecido pela mídia musical.
"Eu curto a ideia de que outras pessoas e bandas gostem do que o The Cure faz", contou ele à SPIN em 2004. "Ao longo dos anos, pessoas vem e vão. Nós tocamos com gente como Pixies no final dos anos 80 e Dinosaur Jr., que fez um cover [do The Cure]."
Ao ser questionado se ouviu o cover feito pelo Pixies da faixa-título do álbum "Desintegration", ele respondeu que "Sim, aquilo foi muito legal. Eu achei que eles foram fantásticos. Eu fiquei preocupado de ser varrido do palco pelo Pixies, porque eles eram tão bons. E só de ver Frank [Black] e J [Mascis], eu já sabia: 'Nós temos uma conexão.' Tipo quando você encontra um escritor, é como se vocês compartilhassem algo secreto. É muito legal ter outras bandas que curtem o que você faz."
"Desde a indicação ao Grammy, uma mudança de paradigma aconteceu em Londres. Ano passado, do nada, recebemos um prêmio da Q [Magazine] (que eu não ia aceitar). Eu pensei: 'Quão mesquinho isso seria?' Eles pegaram o bonde andando."
"The Rapture e Interpol dizem que [o The Cure] é a coisa mais legal de todas, enquanto a Q Magazine não faz uma entrevista com o Cure tem 10 anos. Eu pensei 'Posso ser cínico e dizer 'que se f*da', ou aceitar [o prêmio], o que provavelmente será uma coisa boa. Aquela foi a primeira cerimônia de premiação que eu fiz em, o que, mais de 10 anos? A coisa toda foi tão bizarra, que de repente todo o lugar estava me aplaudindo de pé."
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