O hábito do Ace Frehley que colocava equipe do Kiss em risco de ir em cana
Por Emanuel Seagal
Postado em 18 de outubro de 2022
Paul Stanley, em seu livro "Face The Music: A Life Exposed", lançado no Brasil como "Uma vida sem máscaras", relembrou uma turnê do Kiss no final dos anos setenta, e contou o terrível hábito do seu colega de banda, Ace Frehley, que "tirava o seu da reta" e colocava membros da equipe da banda em risco de serem presos.
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"Fomos pra Inglaterra para uma turnê de dois meses pela Europa. A Inglaterra representava o solo sagrado da música. Tudo que eu amava veio de lá. Tínhamos duas noites reservadas no Hammersmith, em Londres, onde muitas das minhas bandas favoritas fizeram shows lendários. Mas assim que aterrissávamos, eu odiava. Tínhamos nos tornado uma banda grande nos Estados Unidos. Na Inglaterra e no resto da Europa tínhamos que nos provar novamente. Estávamos de volta à estaca zero, um bando de zé-ninguém. Graças a Deus pelos nossos fãs. Como vimos nos EUA quando começamos, a dedicação dos fãs na Inglaterra também era enorme", relembrou o músico, que amava os fãs, mas odiava a comida no país, mas principalmente as regras dos hotéis, que dificultava levar "convidadas" para o quarto, pois elas não poderiam permanecer após as 22h.
Outro problema que Paul encontrou na turnê foi com o guitarrista Ace Frehley. O músico comprou facas durante toda a tour, e ao voltar para os Estados Unidos ele as colou nos equipamentos da banda para poder entrar com elas no país. "Me deixava put*! Se elas fossem encontradas iriam levar todo nosso equipamento", desabafou.
Este não foi um episódio isolado, pois Ace teria feito coisas parecidas, segundo Paul Stanley, em outras oportunidades. "Uma vez revistaram as bolsas do nosso tour manager e acharam um telefone de hotel roubado, e não foi ele que colocou lá. Ace também escondia drogas nas mochilas ou bolsos dos membros da nossa equipe — sem eles saberem — assim ele estaria seguro caso fossem encontradas. Ace só se importava com Ace", afirmou.
Os problemas do Kiss com Ace Frehley só aumentaram ao longo dos anos, algo que Paul detalhou no livro. "Ace era uma sombra do seu passado. Ele era uma luz brilhante que parecia que poderia explodir, ele tinha o talento para ser tão bom quanto pensava ser. O potencial estava lá para ele ter sido um dos grandes músicos de todos os tempos, mas a bebida, o Valium e cocaína o deixavam incapacitado quase o tempo todo. Rezávamos para conseguir que ele tocasse um solo antes dele apagar. Ele não era mais engraçado. Quando tentava contar piadas, ele tinha que parar e, falava 'Como era mesmo?'"
A turnê de despedida do Kiss começou em 2019 e devido aos adiamentos causados pela pandemia do coronavírus será finalizada em 2023. Sua formação atual conta com os membros originais Gene Simmons e Paul Stanley, acompanhados de Tommy Thayer e Eric Singer.
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