Professor de bateria de Keith Moon aos 16 anos relembra sua primeira aula
Por André Garcia
Postado em 29 de novembro de 2022
"Tua morte não pôde matar nosso amor por ti", canta Bryan Ferry na romântica música "2HB", do Roxy Music. Um verso que pode ser facilmente aplicado aos rockstars que se foram cedo demais, mas que permanecem sendo amados e lembrados mesmo com o passar das décadas. Entre essas figuras que morreram, mas vivem para sempre, podemos destacar de Jimi Hendrix a Kurt Cobain, passando por Keith Moon.
Who - Mais Novidades
Carlo Little, que tocava no Screaming Lord Sutch, em 1961 deu aula de bateria para Keith Moon, então aos 16 anos. Em vídeo disponível no YouTube, ele relembrou como foi o primeiro dia do futuro membro do The Who.
"Alguém bateu na porta, e ela abre e lá estava aquele rapazinho com 10 shillings na mão empurrando porta adentro, antes de entrar. Como se dissesse: 'Não fecha na minha cara, aqui está o dinheiro, pode pegar.'
"Pelo que me lembro, ele fez algo como [tocou uma batida na bateria estilo Buddy Holy, mas bastante simplória e rígida]. Eu disse, com o conhecimento que eu tinha na época: 'Ok, tente tocar com mais força. Simplesmente mande ver na bateria como um selvagem." Ele perguntou se eu poderia mostrar a ele como, e eu respondi 'primeiro segure a baqueta ao contrário (com o fundo para a bateria) e toca alguma coisa, o ritmo não importa [tocou algo mais fluido e vigoroso, mais semelhante e John Bonham e Bill Ward]."
"É assim que se faz!", encerrou ele.
The Who
O The Who surgiu da combinação do vocal vigoroso de Roger Daltrey, a bateria selvagem e não-ortodoxa de Keith Moon, o baixo estrondoso de John Entwistle e a guitarra de Pete Townshend, líder da banda. Embora tivessem pouco em comum e personalidades opostas, inesperadamente o quarteto tinha grande química musical.
Seu álbum de estreia "My Generation", tendo a faixa-título como maior hit, mesclou canções pops com faixas mais pauleiras, amplamente citadas como influência pelas bandas punk. Ao longo dos anos 60, o grupo seguiu emplacando sucessos e se estabeleceu como terceira força do rock britânico, atrás apenas dos Beatles e Rolling Stones.
Na década de 70, se consolidou em definitivo na primeira prateleira do rock com álbuns como "Who's Next" (1971) "Quadrophenia" (1973), além de hits como "Who Are You". No entanto, em 1978 o grupo foi sacudido pela morte de Keith Moon e, com Kenney Jones (ex-The Faces) nas baquetas, chegou a lançar "Face Dances" (1981) e "It's Hard" (1982); que não foram bem recebidos. Depois deles foram lançados apenas "Endless Wire" (2006) e "WHO" (2019).
Em 1996, a banda ganhou o reforço de Zak Starkey na bateria — filho de Ringo Starr —, mas em 2002 perdeu um de seus membros fundadores com a morte de John Entwistle.
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