Produtor que vive nos EUA explica como Angra e Sepultura são percebidos por americanos
Por Gustavo Maiato
Postado em 02 de novembro de 2022
Aqui no Brasil, Angra e Sepultura são sem dúvidas as maiores bandas de metal do país. Mas como será que o público dos EUA percebe essas duas bandas? E o que dizer do Shaman? Em entrevista ao jornalista musical Gustavo Maiato, o produtor Milton Mendonça, do ProgPower USA, deu sua visão sobre o assunto.
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"O Shaman é zero. Digo isso sem desrespeito, mas imagino que se colocássemos o Shaman para tocar aqui em shows individuais, não dava nem 30 pessoas. Não é por desmerecer, mas é completamente desconhecido.
O Angra fez essa última turnê do ‘Ømni’ nos EUA e tudo foi facilitado pelo fato de eles tocarem no ProgPower também. Foram shows pequenos, mas muitos deles. Não sei se a conta teria fechado sem o festival. Não fui em todos os shows. Moro perto de Nova York e no show lá devia ter umas 350 pessoas. Isso não é ruim.
Na primeira vez que o Angra tocou aqui nos EUA – e foi no ProgPower, diga-se de passagem –, eles resolveram fazer shows ao redor do festival. Em Nova York, levaram umas 250 pessoas. Isso foi lá pelo ano de 2002. Eles subiam no palco como se tivessem 2 mil.
Imagino que o fato de o Fabio Lione ter entrado na banda provavelmente ajudou o Angra a crescer um pouco por aqui. Ele já fez turnê nos EUA com o Kamelot e era conhecido pelo Rhapsody. É legal saber que o Angra conseguiu tocar em lugares aleatórios por aqui.
Montar turnê aqui é diferente. Tudo é feito de ônibus ou van. Tem os mercados principais. Por exemplo, na costa leste tem Nova York, Filadélfia, Atlanta, Toronto, que é no Canadá, Chicago, Boston etc. Aí, tem show entre Boston e Chicago. Entre as cidades, dá umas 10 horas de deslocamento. Para valer a pena a viagem, tem que encontrar algum show no caminho. Eles chamam de Mercado B, são shows menores. É para evitar dias de folga. Não ganha um cachê alto, mas é suficiente para cobrir os custos da viagem: gasolina, motorista etc.
Então, foi legal ver o Angra tocando em lugares pequenos e levando uma galerinha. Todas as bandas passaram por isso aqui. O Angra demorou muito para vir, mas talvez tenha sido a hora certa. Espero que voltem e continuem crescendo.
Já o Sepultura é o Sepultura. Talvez não seja tão grande quanto outrora, mas leva um público bem legal. Até porque a carreira deles sempre foi mais focada aqui. Vi o Sepultura algumas vezes desde que o Derrick Green entrou. Sempre tinha bastante gente nos shows", concluiu.
Produtor de shows nos EUA comenta a cena
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