A grande diferença entre shows do Iron Maiden e Smith/Kotzen, segundo Julia Lage
Por Gustavo Maiato
Postado em 01 de dezembro de 2022
O guitarrista Adrian Smith é famoso pelo trabalho no Iron Maiden e recentemente iniciou o projeto Smith/Kotzen, com o vocalista Richie Kotzen. Mas qual será a grande diferença entre esses dois shows?
Em entrevista ao jornalista Marcelo Vieira para site Igor Miranda, Julia Lage, baixista do Smith/Kotzen, deu sua opinião sobre essa grande diferença entre os shows do Iron Maiden e do grupo que integra.

O Richie contou que não houve lá uma grande rotina de ensaios para esses shows porque ele odeia ensaiar. Você acredita que essa falta de ensaio é parte responsável pelo caráter de improviso dos shows?
Totalmente. Se você assiste a um show do Richie, é improviso o tempo todo. Lógico que há músicas, refrãos, mas na hora dos solos ele se transforma. Acho que é disso que ele gosta, de quando tem essa emoção do momento, de não saber para onde a música vai. A gente ensaiou, sim, mas na hora dos solos era o que eles dois sentiam. Gosto disso também. Mas ensaiar é necessário para ler o que a outra pessoa quer fazer. Foi nos ensaios que me entendi com o Bruno e entendi o ritmo e a dinâmica da banda. Mas ensaiar demais não porque subtrai um pouco da espontaneidade, do improviso.
O Adrian vem de uma banda cujas apresentações são milimetricamente ensaiadas. Acha que no Smith/Kotzen ele pode se soltar um pouco mais?
Acho que sim. Ele divide os vocais com o Richie, né? Pra ele acho que é muito legal assumir esse posto de frontman e poder falar mais. Nos shows, acho até que ele se comunicava mais com a plateia do que o Richie. Era ele quem apresentava a banda, falava entre as músicas, e estava bem solto, diferente de como é no Iron Maiden. Se bem que no Iron Maiden tem que ser tudo ensaiado, igual ao disco. A galera sabe todos os solos e quer cantar junto nos solos.
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