Robert Fripp ensina o segredo de como acabar com uma banda
Por André Garcia
Postado em 17 de março de 2023
Formado em 1968 pelo excêntrico e brilhante guitarrista Robert Fripp, o King Crimson já possuiu mais de 20 integrantes — alguns deles em passagem relâmpago. Na banda, os músicos eram exigidos ao seu limite, mas em troca tinham nela uma grande vitrine. Só que, como ela nunca fez grande sucesso comercial, muitos de seus integrantes partiam em busca de trabalhos financeiramente mais interessantes.
King Crimson - Mais Novidades
Portanto, se há uma coisa em que Robert Fripp é quase tão especialista quanto tocar guitarra, é no processo de separação de uma banda. Em entrevista para a Guitar World, ele falou sobre o assunto.
"Com o [King] Crimson, [composição] era uma forma aberta de comprometimento, que sempre foi complexa, problemática e muito exigente. Se você quiser acabar com uma banda, faça ensaios de composição. [O ideal é logo] em seguida incluir o público no processo, assim a música ganha vida, e vocês seguem adiante."
A seguir, ele fala de si mesmo na terceira pessoa, no melhor estilo Pelé: "Não que Robert seja um band leader, mas, em termos de estratégias práticas para manter uma banda ativa e funcionando, parta dos ensaios de composição quanto antes, para apresentações ao vivo."
"Quando Robert era o principal compositor, mesmo que Bill Bruford não tivesse composto uma única nota, ele recebia uma parte igual da grana de direitos autorais. Por quê? Primeiramente, porque exemplificava a visão de que onde há um comprometimento igual, há uma distribuição por igual. Em segundo lugar, se Robert fez um julgamento de valor, ou uma indicação do caminho que deveríamos seguir, nunca houve suspeita de ser uma direção musical ou empresarial para favorecer a mim mesmo."
"Nunca houve conflito de interesses com Robert. Se eu disse 'Olhem, rapazes… acho que devemos fazer tal coisa', era porque eu realmente achava que deveríamos fazer. Por quê? Primariamente, pela música e; em seguida, pelo interesse da banda. E por aí vai."
Enquanto o King Crimson hiberna, Robert Fripp tem causado na internet gravando vídeos no mínimo inusitados com sua esposa, a atriz e cantora Toyah Willcox. O casal compartilha em suas redes sociais divertidas performances de clássicos do rock dos mais diversos, diretamente de sua garagem, geralmente usando fantasias e maquiagens.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor baixista da história do heavy metal, segundo o Loudwire
O clássico do Metallica que fez James Hetfield se encolher: "Aquilo foi ruim"
O melhor guitarrista de todos os tempos, segundo o lendário Bob Dylan
A música que Brian Johnson chamou de uma das melhores do rock: "Tão bonita e honesta"
A melhor banda de rock progressivo para cada letra do alfabeto, segundo a Loudwire
Ex-Arch Enemy, Alissa White-Gluz anuncia sua nova banda, Blue Medusa
O melhor e o pior disco do Sepultura, de acordo com a Metal Hammer
Os 5 álbuns e metal que moldaram Mayara Puertas, vocalista do Torture Squad
Stray Cats anuncia volta à estrada após recuperação de Brian Setzer
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Jello Biafra é hospitalizado após sofrer AVC hemorrágico
10 álbuns essenciais do metal dos anos 70 que valem ter em vinil
A atração do Rock in Rio que "as pessoas já viram 500 vezes"
O melhor disco de heavy metal de cada ano da década de 1970, segundo o Loudwire
Morre aos 60 anos Tommy DeCarlo, vocalista da banda Boston


As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
A faixa instrumental do Soulfly que traz influências de Massive Attack e ecos do King Crimson
A banda mais influente do rock progressivo, de acordo com Geddy Lee
Robert Fripp deseja ver o King Crimson reconhecido como um dos precursores do metal
A banda que se diz esquecida na história do metal; até o Ozzy os reconhecia
King Crimson: guitarrista leva 22 anos para aprender "Fracture" e lança livro sobre isso


