Como Massacration fez para sair da bolha das duas bandas brasileiras que todos copiavam
Por Bruce William
Postado em 21 de junho de 2023
Neste corte da participação de Bruno Sutter no podcast Guarda Volume, o músico, ator e humorista explicou como o Massacration se diferencia de grande parte das bandas de heavy metal brasileiras, e comenta as críticas que o grupo recebeu no início de sua trajetória.
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"No começo, o Massacration agradava a todos. Quando a gente lançou o disco, vieram algumas coisas pontuais de pessoas falando 'eles estão tirando o espaço de bandas sérias que estão trabalhando aí', mas isto é um puta papo furado, porque o entretenimento valoriza quem tem ideias diferentes e faz coisas diferentes", diz Bruno. "Esse pessoal que fala assim, 'ah, está tirando espaço de banda séria'. Você tem que analisar com muito critério isso. O que é ser sério? Você fazer um disco cantando em inglês, sendo que você nem sabe falar inglês? Tentar fazer um som que já existe. Tudo que você vai ouvir das bandas de heavy metal brasileiras 80% parece Angra ou parece Sepultura. Então, assim, o que tem de diferente aí?", pergunta.
Depois Bruno ainda diz: "O Massacration tinha uma coisa diferente que era fazer a parte humorística, que o Spinal Tap fazia lá fora, o Steel Panther. Então, são coisas que levam humor com a música, tocada com qualidade, mas tem uma pegada diferente. É o próprio Kiss os caras são personagens. O rock é um circo, os grandes nomes do rock são circenses, são espetáculos. O caso lá atrás, Alice Cooper, Kiss, Slipknot, Iron Maiden. Você vê um show da Iron Maiden, é um espetáculo. São coisas muito diferenciadas. O Ozzy com aquela ideia do morcego, aquilo tudo é marketing. Então, esses grandes nomes fazem um barulho grande porque eles transformam aquilo num grande espetáculo. Obviamente, tem as bandas que estão ali simplesmente pelo som, AC/DC, Rolling Stones, Beatles. Mas isso é uma parte que funciona muito bem dentro do show business".
A participação completa de Bruno Sutter no podcast Guarda Volume pode ser vista no player abaixo.
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