A profecia espírita de Chico Xavier que se relaciona com disco do Angra, segundo Bittencourt
Por Gustavo Maiato
Postado em 12 de julho de 2023
Chico Xavier foi uma personalidade do espiritismo famoso pela filantropia e por ter escrito muitos livros sobre o tema. Um de seus escritos trata do que ficou conhecido como "Data-Limite", que seria uma espécie de marco que aconteceria em 2019 e que colocaria a humanidade em um novo ciclo.
Conforme o site Aventuras na História, do UOL, essa data tem como marco a chegada do homem na Lua.
"Segundo contou Chico, em 20 de julho de 1969, no dia em que o homem pisou na Lua, o mundo foi marcado por uma reunião celestial onde compareceram seres superiores, para constatar a que pé andava a evolução da humanidade. Neste dia, teria sido determinado que os seres humanos teriam um prazo de 50 anos antes do início de um novo ciclo", diz o texto.
Para Rafael Bittencourt, do Angra, essa questão da "Data-Limite", que seria em meados de 2019, se relaciona com questões pessoais de sua vida e com a pandemia de COVID-19, que iniciou no final daquele ano.

Ele também explicou durante essa mesma entrevista ao Ibagenscast que o disco "Ømni", do Angra, é conceitual e tem um personagem que viaja no tempo. Segundo Bittencourt, essa figura viajante poderia de certa forma tentar avisar ao mundo sobre a COVID, que seria uma manifestação dessa espécie de profecia de Chico Xavier.
"Eu sou louco para lançar um HQ com a história do ‘Ømni’, porque é a história mais louca que eu escrevi... É uma coisa que estou vendo acontecer, e eu não escrevi essa história. Isso foi em 2017. Se eu tivesse escrito essa história, eu diria que era... sei lá. Porque estou vendo muita coisa, essa projeção maluca do disco, que tem um viajante do tempo. Pelo menos, que pudesse avisar todo mundo sobre a COVID, né? Como se prevenir e se precaver, misturar essas coisas. Quem sabe?
Agora, eu acho que tem um montão de aviso. A gente não gosta de ver a própria Data Limite. Do Chico Xavier. Que era em 2019. Para minha vida pessoal, funcionou perfeitamente, porque foi justamente em 2019 que minha vida... Que veio uma Data Limite, com meu pai que morreu. O Andre Matos morreu.
A COVID começou em 2019 na China. No final de 2019, embora tenha chegado aqui só em 2020, começou em 2019. E a data limite para o Chico Xavier era tipo setembro de 2019, era fim do ano, né, de alguma maneira. Então os focos de COVID podem ter começado em novembro, mas isso mostra que provavelmente já existia em setembro", disse.
Em entrevista ao Whiplash.Net na época do lançamento do disco, Rafael Bittencourt explicou mais sobre o conceito do álbum.
"Comecei a escrever a ideia do 'Omni' há seis anos. Porém, existe uma conexão da letra de 'Z.I.T.O.' – que, inclusive, foi regravada para a versão do álbum no Japão – com a história do disco. 'Z.I.T.O.' resume várias coisas.
Tive um sonho esquisito de uma conversa com um extraterrestre que levou todos da banda para um passeio. Foi muito real, tanto que eu falava com os camaradas da banda no sonho que quando acordássemos, precisaríamos lembrar disso. E ele falou várias coisas sobre a cognição humana, a abertura da consciência, os paradigmas e arquétipos religiosos - como a palavra Lúcifer, que gera medo.
Aquilo me ajudou a escrever, inclusive, algumas letras do 'Holy Land', mas eu já tinha em mente que iria falar sobre o descobrimento do Brasil e das Américas, a mistura de culturas... era o tema principal. Então, aquele assunto ficou um pouco adormecido
Quando acordei daquele sonho, aparentemente, ninguém se lembrava. Eu me senti um pouco louco: será que eles viveram aquilo e esqueceram ou foi um sonho? Aquela coisa do Raul Seixas (na música 'O Conto do Sábio Chinês'): 'será que sou um sábio chinês que sonhou que era uma borboleta; ou uma borboleta sonhando ser um sábio chinês?'.
E a sigla, Z.I.T.O., me era recorrente, pois haviam histórias em paralelo se sincronizando. Daí, começou essa conversa com o extraterrestre na minha mente. E eu pensava que não fazia diferença se era um sonho ou realidade: poderia ser um fluxo da minha criatividade, mas me ajudava a fingir que estava falando com o extraterrestre, que me dava ideias para escrever.
Esse extraterrestre me falava sobre um sistema cognitivo que estava sendo implantado na mente dos humanos e que eu poderia, caso quisesse, colaborar com esse plano. Tentei entender na prática, pois só sabia a teoria, mas ele começou a me ajudar a ordenar minhas ideias.
As letras de 'Omni' estão mais legais dessa vez porque o Sistema Omni me ajudou a encontrar minha síntese e a desenvolvê-la, seja criando letras ou tomando decisões. Não queria algo dogmático, como se fosse um caminho para a humanidade. Fiz as letras para um público pré-adolescente, não para um filósofo, alguém formado com pós-doutorado – compus para pessoas em formação, em busca de novas ideias e sem opiniões próprias, mas interessado em tê-las. Essas ideias vão virar sementes na cabeça dessas pessoas", disse.
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