Como Hermes e Renato inspirou famoso quadro do Casseta & Planeta, segundo Bruno Sutter
Por Gustavo Maiato
Postado em 21 de outubro de 2023
Casseta & Planeta foi um icônico programa de humor brasileiro que marcou época nas telinhas. Transmitido inicialmente pela TV Globo, o programa tinha um estilo irreverente e satírico, abordando temas variados da sociedade brasileira com um toque de humor ácido.
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Com um elenco afiado e criativo, liderado pelo grupo Casseta & Planeta, o show conquistou uma legião de fãs ao longo dos anos. Seu formato inovador misturava esquetes, paródias e personagens caricatos, tornando-se referência no cenário humorístico nacional.
Um desses quadros era o encrenqueiro Maçaranduba, vivido pelo ator Cláudio Manoel. Na história, ele arranjava confusão com alguém e depois acabava batendo no sujeito. Em entrevista ao Guarda Volume, o roqueiro e ator Bruno Sutter comentou como seu antigo grupo de humor Hermes & Renato teria influenciado o pessoal do Casseta nesse quadro.
"Nós não tínhamos muita grana. A grande sacada foi usar a falta de recursos a nosso favor. Depois que começamos a trabalhar com bonecos, por coincidência ou não, o Casseta & Planeta tinha um personagem chamado Maçaranduba que dizia: 'Vou dar porrada'. Ele pegava bonecos claramente e arremessava, e com certeza isso foi inspiração na gente do Hermes & Renato. A MTV sempre foi uma referência para nós.
Depois que o programa acabou, todos nós fomos realocados para a TV aberta. É impressionante como a MTV era um local com vários talentos. Com certeza, Hermes & Renato serviram de inspiração para muita gente. Vejo diretores do Porta dos Fundos, por exemplo, falando sobre como o programa foi uma referência, até mesmo para o Marcelo Adnet. Lembro quando o Adnet chegou. Nem o conhecia de início. Estávamos escrevendo e ele chegou humildemente, dizendo: 'Pô, cara, sou muito fã do trabalho de vocês.'"
Bruno Sutter, Massacration e humor
Bruno Sutter, conhecido por seu trabalho como humorista no "Hermes e Renato" da MTV e por incorporar o humor em sua carreira musical, especialmente no Massacration, compartilhou sua visão sobre a evolução dessa interseção entre seus lados cômico e musical. Em uma entrevista conduzida pelo jornalista musical Gustavo Maiato, em colaboração com o Whiplash, Sutter expressou que, atualmente, não enxerga espaço em sua trajetória profissional para se dedicar ao humor de maneira clássica, como a criação de esquetes para televisão.
Sutter afirmou: "Na verdade, nunca vou abandonar minha carreira de humorista. Posso diminuir um pouco o foco e concentrar mais na música. O humor nunca me abandonará. Participei de um reality show na Rede Record há alguns meses, e não tinha como deixar de lado o humor. Realizei ações engraçadas, algo que faz parte da minha personalidade. Muitas pessoas entenderam, outras não. Eu queria fazer algo que nunca vi nenhum humorista fazer em um reality show, que é exercer a profissão. A maioria dos humoristas que observei em reality shows ficava triste, desanimada e apática. Eu não. Queria mostrar uma energia positiva e estar sempre bem. Tentei levar isso ao máximo.
Quando conduzo meu programa de rádio, sem perceber, sempre insiro um clima leve. Não são piadas diretas, mas a atmosfera fica engraçada, sabe? Agora, em relação à criação de esquetes humorísticas para televisão, rádio ou internet, isso é algo que não tenho feito e prefiro evitar. Além de ter feito isso por mais de 20 anos, gosto de buscar novidades constantes. Escrevi esquetes por duas décadas. Já está bom, né? [risos]. Agora, prefiro aplicar o conhecimento que adquiri para explorar outras expressões relacionadas ao humor, como as músicas do Detonator, do Massacration e meu programa de rádio. São essas inspirações humorísticas que tenho, mas direcionadas a contextos diferentes."
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