A crítica a Luis Mariutti que fãs passam pano no caso de Di'Anno, Appice e Aldridge
Por Gustavo Maiato
Postado em 18 de outubro de 2023
Paul Di’Anno, Vinny Appice e Tommy Aldridge são nomes que brilharam no heavy metal dos anos 1980 em bandas como Iron Maiden, Ozzy Osbourne e Whitesnake. Hoje em dia, esses músicos frequentemente tocam esses clássicos que participaram em apresentações e poucos fãs criticam esse "viver do passado".
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No caso de Luis Mariutti, ex-baixista do Angra e do Shaman, muitos fãs fazem críticas por essa mesma prática, já que o músico de vez em quando posta vídeos tocando essas canções antigas.
Em entrevista ao Amplifica, Mariutti explicou que os fãs que desejam ver sua versão mais moderna estão bem servidos, já que ele lançou recentemente discos com a banda Sinistra e no trabalho solo. Portanto, essas críticas não são válidas.
"Muita gente me diz, por exemplo, ‘O cara não larga o osso, hein, meu? Vive no passado’. Mano, eu tive nas duas bandas, Angra e Shaman. Eu fui a todos os ensaios, participei em todas as composições. Eu não vou tocar as músicas por quê? O Dedé Ramones vem pro Brasil, toca Ramones, e todo mundo acha bom, né?
O Paul Di'Anno vem tocar, ele vem tocar o quê? O Iron Maiden dele, né? Agora, o Vinny Appice, quando ele vem, vai tocar o quê? E ele nem compunha, né? Black Sabbath! Ele nem participava das composições. Os vídeos do Tommy Aldridge, o baterista, toca o quê? Toca Ozzy, toca Whitesnake, né, que ele nem gravou também. Faz workshop, faz show, faz tocando as músicas, cara. Então, assim, me deixa tocar as músicas que eu gravei, que eu ajudei a compor. Acho que é meu vigésimo disco agora. Depois da pandemia, lancei Sinistra, lancei Shaman, e estou lançando o meu disco solo. Então, para quem quiser só o meu presente, está aí também".
Luis Mariutti e trabalho solo
"Unholy" é o primoroso álbum de estreia do renomado baixista Luis Mariutti. Reconhecido por sua técnica singular e por ser uma referência na construção do baixo no heavy metal brasileiro, o músico apresenta um trabalho de composições próprias, tanto instrumentais quanto cantadas, destacando o instrumento que o consagrou como um dos melhores do mundo.
O baixo assume o protagonismo no disco, com músicas contendo até 6 linhas de contrabaixo, explorando timbres e sons variados. "É um som para viajar e descobrir uma coisa diferente a cada audição", compartilha Luis.
Profundo e permeado por temas que tocam o desenvolvimento da humanidade, crenças, conceitos sociais, instintos e emoções, "Unholy" revela um lado secreto da sonoridade do músico que alcançou sucesso nas bandas Angra e Shaman. Com diversas influências, Luis busca sua identidade por meio de diferentes climas e composições que desafiam os padrões.
"Fazer esse disco foi uma forma de me provar. Depois de tantos anos de carreira, inúmeros discos gravados e lançados, eu queria mostrar tudo que um baixista de Heavy Metal, que não tem medo de ser diferente, pode fazer".
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