Rob Halford relembra época em que o Judas Priest "desafiava a morte diariamente"
Por André Garcia
Postado em 11 de outubro de 2023
Para o rock, a década de 60 foi um período de descobertas, de experimentações, de desafiar o status quo e romper radicalmente com os valores da geração anterior. Ao longo dos anos 70, tudo isso foi ampliado e aprofundado, sacramentando assim a profana trindade sexo drogas e rock n roll.
No começo dos anos 80, entretanto, as bandas de hard rock e heavy metal excederam todos os limites. Tanto veteranos como Ozzy Osbourne quanto novatos como o Mötley Crüe metiam o pé na jaca com vontade, como se não houvesse amanhã.
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Com o Judas Priest não foi diferente. Em entrevista ao We Are the Pit, em 2022 Rob Halford relembrou o período de 40 anos antes. Durante as gravações de "Screaming for Vengeance" (1982), a banda no auge da inconsequência e abuso químico "desafiava a morte diariamente".
"Fomos a Ibiza pela primeira vez [para gravar 'Screaming for Vengeance']. Teve uma época em que o sistema tributário do governo britânico que era simplesmente insano. [...] Então fugimos para lá por esse motivo, originalmente, mas ainda é um lugar mágico. É um lugar muito denso, místico, é simplesmente muito bonito. Acontecem muitas coisas incríveis lá."
"O pessoal de Ibiza é muito protetor do local, então não há grandes hotéis, resorts e arranha-céus. Faz parte da Espanha, então há uma forte independência em relação à preservação da natureza, o que é ótimo. Lá estávamos nós em uma ilha encantadora do Mediterrâneo, e estávamos desafiando a morte diariamente. Estávamos indo para a cidade em carros alugados e motos. Devíamos ter muitos anjos a nosso redor, considerando as loucuras que fazíamos. Era uma insanidade arquetípica. Acho que todo mundo tinha um pouco de Keith Moon. Foi louco."
"Não sei como conseguimos fazer qualquer trabalho… mas fizemos. Só que era tanta loucura... Ken [K.K. Downing] sendo atropelado por um táxi e Glenn [Tipton, guitarrista da banda] tentando enfaixá-lo com bandagens quentes, mas Glenn queimando as mãos porque estava viajando de ácido. [Ele] achou que a água estava morna, quando, na verdade estava fervendo. Então, sabe, Ian [Hill] jogando um carro alugado na piscina na frente do estúdio às 4 da manhã. Noites com gente caindo para todo lado… simplesmente insano. Foi insano, mas conseguimos fazer o trabalho. E, se você parar para pensar, [...] produzimos provavelmente um dos álbuns mais amados e significativos do Judas Priest."
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