A música do Metallica que ferrou com a voz de James Hetfield
Por Bruce William
Postado em 14 de dezembro de 2023
O vocal de James Hetfield é fundamental para o som distintivo e impactante do Metallica. Como frontman da banda, Hetfield não é apenas o vocalista, mas também o principal letrista e guitarrista rítmico, desempenhando um papel vital na identidade musical da banda. Sua voz única, caracterizada por um rugido poderoso e distintivo, tornou-se uma assinatura sonora do Metallica.
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Hetfield trouxe uma abordagem agressiva e assertiva aos vocais, refletindo a intensidade e a energia do thrash metal, um gênero que o Metallica ajudou a popularizar. Seu estilo vocal, muitas vezes descrito como um "bark" (latido), complementa perfeitamente a natureza pesada e agressiva das músicas da banda. Faixas icônicas como 'Master of Puppets', 'One', 'Enter Sandman' e 'Sad But True' são exemplos claros de como a voz de Hetfield se integra de maneira poderosa à música do Metallica.
Além disso, a evolução vocal de Hetfield ao longo dos anos, especialmente evidenciada em álbuns como "The Black Album", mostra sua capacidade de se adaptar e explorar diferentes nuances em seu canto. Sua habilidade de transitar entre vocais intensos e momentos mais melódicos em músicas como 'The Unforgiven' e 'Nothing Else Matters' contribuiu para a diversidade sonora da banda.
Não que James sempre tenha se sentido seguro em cantar, tanto que, na primeira fase da banda, o vocalista estava muito mais interessado em ser um guitarrista base, não falando muito nos primeiros shows e deixando o então guitarrista Dave Mustaine fazer a maior parte da comunicação com o público. Mas, com a saída de Dave, Hetfield rapidamente assumiu o papel de vocalista principal por necessidade, brincando com a plateia sempre que podia entre as músicas.
A abordagem exclusiva de Hetfield para os vocais tem uma marca única, com ele quase usando sua voz como um instrumento, meio que cuspindo cada palavra que sai de sua boca. E embora a banda gostasse de criar suas próprias epopeias modernas, o dano mais significativo que Hetfield sofreu na voz foi gravando a música cover "So What", conforme relata a Far Out.
Inicialmente registrada pela banda punk Anti-Nowhere League, "So What", lançada como lado-B do single "The Unforgiven" de 1991, fez com que Hetfield prejudicasse sua voz no estúdio, conforme ele relatou ao documentário sobre o "Black Album" da série "Classic Albums": "Eu realmente perdi minha voz quando estava gravando 'The Black Album'. Eu fui cantar 'So What', a música cover, mas eu forcei demais a minha voz. Foi o que me levou ao treinamento vocal e a um programa de manutenção".
A Far Out pontua que, na época, não era difícil apostar que Hetfield perderia a voz, já que durante a gravação do álbum anterior, "And Justice For All", ele já estava se esforçando muito além de sua extensão vocal, o que resultou na banda tendo que trabalhar em diferentes takes para fazer tudo soar coeso. Mas mesmo que Hetfield precisasse recuperar sua voz, ele admitiu estar intimidado quando encontrou pela primeira vez um treinador vocal. "Fui a um treinador vocal que era cantor em alguma igreja ou sinagoga, e eu estava com muito medo dele me treinando ao piano, mas olhei para cima e vi alguns discos de ouro de outras bandas".
Embora Hetfield ainda possa sofrer algumas imperfeições vocais de vez em quando, a diferença entre o auge thrash da banda e "The Black Album" em termos de performance vocal é como o dia e a noite. Comparado à fúria implacável dos primeiros álbuns da banda, ouvir Hetfield cantar de forma suave em músicas como 'The Unforgiven' e 'Nothing Else Matters' foi um sopro de ar fresco para os fãs do Metallica. Hetfield pode ter começado com os sons crus do metal e punk, mas essa manutenção abriu uma nova gama de desempenhos vocais para ele.
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