O dia que William Bonner defendeu Renato Russo na cobertura de sua morte na Globo
Por Gustavo Maiato
Postado em 04 de dezembro de 2023
No dia 11 de outubro de 1996, um clima de luto pairava sobre a redação do Jornal Nacional. Lilian Witte Fibe e William Bonner chegaram cientes de que a edição daquele dia seria diferente.
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A notícia da morte de Renato Russo, ícone do rock brasileiro e líder da Legião Urbana, exigiria uma abordagem especial. As decisões tomadas naquela redação, como descritas no livro "Renato Russo: O Trovador Solitário," escrito pelo jornalista Arthur Dapieve, revelam o cuidado e a sensibilidade por trás da cobertura.
A decisão de dedicar metade do tempo do telejornal à vida e à morte de Renato Russo já estava consolidada horas antes, tendo sido tomada pelo editor-chefe Mario Marona, com a aprovação do diretor de Jornalismo da emissora, Evandro Carlos de Andrade. Uma decisão que ecoaria por quase dois anos, quando Frank Sinatra receberia uma deferência semelhante.
Marona, um gaúcho baixinho e enérgico, liderou a pesquisa de imagens nos arquivos para ilustrar a trajetória de Renato e da Legião Urbana. Na reunião das 14h, além de Marona, Lilian e Bonner, estavam presentes mais 20 pessoas. Ninguém na sala tinha dúvidas sobre a importância de Renato Russo, mas Lilian, cuja geração não era ligada ao rock, não associava imediatamente o nome à obra.
A apresentadora, porém, não demorou a perceber a relevância do momento. À medida que algumas pessoas citavam títulos de músicas da Legião, Lilian descobriu que conhecia mais da banda do que imaginava.
Para reforçar o elo emocional com Russo, Bonner, de forma descontraída, ofereceu-se para recitar todos os 159 versos de "Faroeste Caboclo" - uma demonstração de proximidade com a obra que tocava gerações.
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