A megacantora de 400 milhões de cópias sobre quem Sepultura fez comentários pouco elogiosos
Por Gustavo Maiato
Postado em 12 de janeiro de 2024
A edição de 1994 do Hollywood Rock aconteceu no Estádio do Morumbi, em São Paulo, e contou com bandas como Skank, Poison, Robert Plant, Titãs, Sepultura e Aerosmith. Mas como será que as atrações nacionais se sentiram em relação ao line-up escolhido?
No livro "Sepultura – Os Primórdios", lançado pela Estética Torta, é explicado como o Sepultura quase ficou de fora do festival e as críticas que a banda fez direcionada a Whitney Houston, que participou do evento. Vale lembrar que Houston é considerada por muitos como a maior cantora da história e, segundo o Wikipédia, já vendeu mais de 400 milhões de cópias. O livro está com 20% de desconto com o cupom WHIPLASH20.
"Assim que souberam da ausência do Sepultura, chegaram cartas de protesto no escritório da organização. Em menos de duas semanas, mais de cem fãs enfurecidos se manifestaram. O passo seguinte foi um abaixo-assinado. O fã-clube iniciou a campanha 'Eu quero ver o Sepultura no Hollywood Rock'. Foram mais de sete mil assinaturas.
Chegaram a falar em boicote ao cigarro Hollywood. A Souza Cruz - organizadora do festival, não teve alternativa senão voltar atrás e convidar o Sepultura. Os brasileiros foram escalados para o segundo dia. A inclusão do Sepultura fez dobrar a venda de ingressos, que era o menos procurado e se tornou o mais cheio do festival. A escolha das bandas estrangeiras, aliás, mereceu comentários pouco elogiosos de Iggor: 'Não dá para entender o que essa Whitney Houston está fazendo num festival de rock. Deve ser algum filho de alguém da produção que gosta dela, porque é muito, mas muito ruim".

Histórias do Hollywood Rock
A Legião Urbana, durante seu auge nas décadas de 80 e 90, recusou um convite para se apresentar no Hollywood Rock, evidenciando sua postura intransigente na preservação de sua integridade artística. O episódio, destacado por Rafael Borges, ex-empresário da banda, no livro "Renato Russo – O Trovador Solitário" de Arthur Dapieve, revela a firme decisão da Legião Urbana em priorizar seu próprio projeto artístico.
Segundo Rafael, a recusa não foi motivada por preocupações em associar a imagem da banda a uma marca de cigarro, mas sim pela determinação em manter o compromisso da banda com sua visão de preservação de sua obra a longo prazo. Mesmo diante de propostas vantajosas, como a oportunidade de encerrar uma noite sem ser uma abertura para atrações internacionais e receber tratamento técnico equivalente ao oferecido a artistas estrangeiros, a banda exercia cautela antes de aceitar qualquer compromisso.
Rafael enfatizou que a recusa não estava ligada à associação do Hollywood Rock a uma marca de cigarros, mas sim ao fato de considerarem o festival como um produto comercial robusto. O empresário esclareceu que a Legião Urbana não queria se submeter a projetos que não fossem os seus próprios, buscando preservar sua autonomia criativa e distanciar-se de eventos que pudessem comprometer sua identidade artística em favor de interesses comerciais.
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