Amigo de Renato Russo revela a verdadeira e obscura origem do nome artístico
Por Bruce William
Postado em 23 de fevereiro de 2024
Renato Manfredini Júnior era o nome real de Renato Russo, como é de conhecimento da maioria das pessoas. E estudiosos de sua vida e obra, como Chris Fuscaldo, autora do livro "Discobiografia Legionária", diz: "Renato adotou o sobrenome Russo em homenagem ao iluminista suíço Jean-Jacques Rousseau, ao filósofo inglês Bertrand Russell e ao pintor francês Henri Rousseau".
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Outra tese meio curiosa surgiu por parte de Fê Lemos, baixista do Capital Inicial, que disse durante participação no Amplifica que Renato teria "pego o nome daquele cantor grego, Demis Roussos, aquele grandão!", se referindo ao vocalista que foi um dos fundadores do Aphrodite 's Child junto com o tecladista Vangelis e que depois teve uma carreira solo extremamente bem sucedida, inclusive no Brasil.
E há outra versão ainda mais intrigante, que foi revelada pelo produtor musical Luiz Fernando Borges, que também foi roteirista do filme "Somos Tão Jovens", durante conversa com o jornalista, escritor e pesquisador musical Rodrigo Faour.
"Pois é, eu estava uma vez lá com Renato, e ele trouxe um livro, 'The Celluloid Closet', de Vito Russo. Aí ele disse: 'olha de onde eu tirei o nome Russo'", conta Borges, comentando em seguida que o livro saiu muito depois de Renato ter escolhido o pseudônimo, então ele perguntou para o cantor como isso se explicava.
"É que esse Vito Russo criou o que se chama GLAAD", explica Borges, que está falando do Gay & Lesbian Alliance Against Defamation ("Aliança dos Gays e Lésbicas Contra a Difamação"), organização formada para protestar sobre o que consideravam ser uma campanha difamatória por parte da mídia norte-americana, e à frente dessa organização, Vito começou a fazer palestras audiovisuais nos EUA.
"E isso saiu na Rolling Stone", se referindo à revista, "E o Renato ia para a Cultura Inglesa, ele era professor da escola, e ele lia a Rolling Stone, e ele leu isso lá, mas ele não ia dizer na época que adotou isso, por causa da militância gay", conta Borges. "E aí ele veio com essa história de Rousseau, Jean-Jacques Rousseau e do Bertrand Russell, que ele lia. Mas na realidade... bom, foi ele que me disse isso!", conclui.
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