Jairo Guedz diz que Sepultura acabou cedo demais e podia fazer muito mais ainda
Por Gustavo Maiato
Postado em 09 de fevereiro de 2024
O anúncio do fim do Sepultura causou sentimentos mistos em Jairo Guedz, ex-guitarrista da banda. Em entrevista a Gustavo Maiato, ele comentou sua opinião a respeito. Confira abaixo.
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Como você reagiu ao saber do fim do Sepultura? Como ex-integrante, imagino que tenha sentido muitas coisas!
Foi um misto de sentimentos. Respeito muito o Andreas e as escolhas da banda, mas ao mesmo tempo achei um pouco cedo pra essa decisão. Gostaria que o Sepultura fizesse muita coisa ainda... Algumas bandas a gente pensa que são eternas, que nunca vão acabar...vou sentir falta dos caras na ativa...
Existe alguma chance de um show especial com o Sepultura para marcar o fim da banda? O que acha dessa ideia?
Se me convidarem, ou seja, se for do interesse deles também, claro! Seria um prazer. Basta a banda querer e eu estar por aqui na mesma data.
Como está sendo a experiência de tocar na sua nova Gretsch? Alguma novidade que tenha chamado a sua atenção em comparação com suas guitarras anteriores?
Hahahaha! A Gretsch é um fetiche antigo! Finalmente consegui realizar mais esse sonho! Minha postura com essa guitarra é completamente diferente da minha história como músico do metal. Eu sempre gostei muito de blues e rockabilly, surf music... E pretendo estudar mais a fundo esses estilos, fazer umas aulas, quem sabe montar uma banda.
Sobre o seu novo projeto The Darkness Foundation, como surgiu e quais são os próximos planos?
Esse projeto surgiu depois de muitas conversas entre eu, o Chris Salles, ex-batera do The Mist, e o Fábio Andrey que também já tocou comigo no The Mist em 96/97 na turnê do Gottverlassen. Nós 3 temos as mesmas influências de bandas como The Cult, Sisters of Mercy, David Bowie, Depeche Mode, Tiamat, Ministry, Moonspell... E decidimos trazer essas influências pra mesa e criar esse trio/projeto. Esse ano de 2024, queremos lançar um full álbum e quem sabe fazer um ou outro show... Fábio vive em Paris, o que dificulta um pouco esse processo, mas não deixa de ser prazeroso.
O novo álbum do The Troops of Doom está sendo feito. Quais os principais destaques você pode adiantar em relação a sonoridade? É diferente dos trabalhos anteriores?
Podemos adiantar muito pouco infelizmente, aliás, Já tomamos um puxão de orelha da nossa gravadora por causa de alguns spoilers que demos nas nossas redes sociais kkkkk... Mas é um álbum mais maduro que os outros. É o primeiro álbum gravado num estúdio com a banda toda reunida! Totalmente orgânico, sem elementos virtuais, programados, etc... A produção ficou por conta da banda com o André Morais. O álbum traz 10 musicas inéditas, nenhum cover e nenhum convidado. Estamos mixando essa semana no icônico estúdio Morrisound, em Tampa, na Flórida. A mix e master estão a cargo do Jim Morris, proprietário do estúdio. A capa desse álbum ainda é segredo, mas posso adiantar que foi criada e feita por outro artista icônico, mago de capas fantásticas de grandes bandas de death e thrash metal dos anos 80 e 90. O lançamento desse álbum (A Mass To The Grotesque) está previsto pro final de maio/2024.
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