O incrível feito de Edu Falaschi na era pré-Angra que despertou inveja das bandas paulistas
Por Gustavo Maiato
Postado em 03 de fevereiro de 2024
Antes de entrar no Angra, Edu Falaschi esteve na banda Mitrium, que conseguiu contrato com gravadora e obteve certo sucesso. O problema é que o sucesso do ainda novato Edu, vindo da Baixada Santista, despertou a inveja das bandas da capital, conforme ele conta em entrevista à Roadie Crew.
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"Nossa, aquilo foi loucura porque foi a primeira vez da vida que subi num palco e haviam dez mil pessoas lá. Os Paralamas do Sucesso é que fechariam a noite, então o Ginásio do Vasco da Gama estava lotado. Quando entrei e vi aquele mar de gente (risos) – eu era muito novo e não sabia o que seria da minha vida. Na verdade eu estava focado no futebol e queria ser profissional – eu não pensava em ser músico.
Mas aconteceu – tivemos uma colocação boa e pintou um empresário falando que era para montar uma banda e então formamos o Mitrium. Lembro-me de um fato curioso – na época que aparecemos com o Mitrium, havia várias bandas boas de São Paulo com estrada e tentando o sucesso, mas não tinham disco, até porque era difícil você conseguir uma gravadora ou vinil. Aí o Mitrium surgiu e seis meses depois de termos feito uma demo veio o convite da Army Records, com quem gravamos um split em vinil ao lado do Sweet Pain (Eyes of Time/Shining from the Darkness, 1994).
Este split já deu uma projeçãozinha em São Paulo e eu lembro que as bandas… Nossa os caras tinham muita raiva da gente porque éramos moleques (risos). Mal começamos a banda e já tínhamos gravadora e disco – as bandas não entendiam como tínhamos conseguido aquilo. A minha vida profissional na música foi muito rápida, quando comparado a outras bandas. Em 1989 eu não tinha banda, logo depois o Mitrium foi formado e gravamos o vinil. Em 1994 teve o concurso do Iron Maiden para substituir o Bruce Dickinson e aquele vinil foi enviado para Londres pela FM 97, que era a rádio rock, sem que eu soubesse. Aí a gravadora foi contatada por telefone.
Eu estava em casa quando o diretor da gravadora me ligou dizendo: "Edu, você está sentado? Sabe que o seu disco foi mandado para Londres para o negócio com o Iron Maiden. Você foi um dos selecionados. O cara ligou aqui e quer falar com você, você pode vir para cá tal hora?". E eu não falava inglês fluentemente – eu manjava um pouco, mas não como hoje. Deu aquele pânico. Fui para a gravadora, o diretor me passou por escrito várias coisas meio como que padrões daquilo que provavelmente o cara diria e o que eu teria que falar. Os caras ligaram e deu certo, a comunicação rolou. Depois teve a divulgação disso, a notícia começou a sair em jornal, na Mtv e várias coisas que saíram na mídia grande – eu fiquei falado.
Saí na capa de uma revista de rock que tinha na época, acho que se chamava Hard. Meu, aí foi aquela coisa, mas eu parei para fazer faculdade. É normal a desilusão. O Mitrium ia e não ia, teve a expectativa do concurso – aí eu resolvi sair da banda e ir para a faculdade estudar Propaganda e Marketing. Bom, em 1998 entrei no Symbols e gravei dois discos e em 2001 fui para o Angra.
Nos momentos em que eu estive trabalhando na música, foi tudo rápido. Entrei no Angra e fiquei doze anos e toda essa luta que você já sabe. Da superação – que contando assim talvez eu não consiga passar a dimensão do problema e da deprê que eu fiquei enquanto estava doente no Angra e o fundo do poço que foi quando eu sai e tive todas as portas fechadas. Foi um negócio barra pesadíssima – até eu me reerguer e continuar, tem que amar muito isso que eu faço porque qualquer pessoa já teria largado".
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