Matakabra lança "Banalidade do Mal" baseada em conceito da filósofa Hannah Arendt
Por Luis Fernando Ribeiro e Leandro Abrantes
Fonte: Hell Yeah Music Company
Postado em 16 de março de 2024
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A banda pernambucana de Metal Extremo, Matakabra, amplamente conhecida pela alcunha de Metal Bruto de Recife, lançou o single "Banalidade do Mal", utilizando o conceito da filósofa Hannah Arendt como metáfora para refletir sobre como a violência pode se tornar trivial e separada do indivíduo que a comete quando ele está "apenas fazendo o seu trabalho".
"No caso do Brasil, a população preta e pobre é quem sofre de uma violência "justificada" em puro preconceito racial e de classe", destaca a banda.
O lançamento vem acompanhado de um videoclipe com imagens registradas ao longo das apresentações ao vivo mais recentes da banda, gravadas durante o ano de 2023.
O anúncio do lançamento antecipa a apresentação da banda no festival Alternativa Preta, ao lado de Black Pantera, Eskröta, Hell Valley e Manja, no dia 03 de Maio, em Recife-PE. Maiores informações podem ser obtidas através da produtora do evento, @alternativapreta.prod no Instagram.
Sobre "Banalidade do Mal", o vocalista Rodrigo Costa comentou: "Esse novo single é a primeira música de alguns trabalhos que lançaremos agora no início de 2024, e eu sinto que é uma música que imprime e condiz com o que temos feito em todos esses 9 anos de banda. É uma música com críticas sociais importantes, fatos da vida real como sempre buscamos abordar. É uma linha de som que já é uma assinatura nossa, e estamos bem empolgados para continuar com os novos lançamentos. Vai vir novos grooves e temas que nunca imaginaríamos que daria tão certo em nosso som. Fiquem ligados!"
"Banalidade do Mal é uma música que está entre as mais pesadas da banda. O processo de criação teve como referência melodia direta e pesada, bateria extrema e riffs versáteis. Vamos lançar a música e a expectativa é grande para o show que anunciamos com Black Pantera e Eskröta", acrescentou o guitarrista Fernando Marques.
"Banalidade do Mal mostra um momento musical mais maduro e técnico da banda. Compus um baixo cheio de tappings e acompanhado por um solo, é de longe uma das linhas que mais gosto. Mas o ponto alto da música é o nosso diálogo e crítica ao conceito da Hannah Arendt, quando o utilizamos para sinalizar o racismo e preconceito de classe do aparato do Estado, sem deixar de evocar a dimensão do gozo pessoal em jogo na violência policial. Isso tudo, em paralelo, reconhecendo na mesma alienação perversa que faz o sujeito agir com violência, a causa de riscos que o afasta daquilo que ama", completou o baixista Rafael Coutinho.
"Banalidade do Mal é sem dúvidas nossa aposta para o retorno aos palcos em 2024, na bateria depositei todo meu sentimento para passar o peso que essa música é. Com ela também conseguimos criar uma atmosfera única com os teclados, noises e sintetizadores do Bruno Saraiva. Fechamos uma identidade", finalizou o baterista Theo Espindola.
A música é uma composição de Fernando Marques, com letra de Rodrigo Costa e Rafael Coutinho, gravação, mixagem e masterização por Joel Lima, captação no JA Studio, em Camaragibe-PE, com produção musical de Rafael Coutinho e Rodrigo Costa e participação de Bruno Saraiva nos teclados e sintetizadores. A arte da capa foi criada por Hell Yeah Music Company, baseada em fotografia de Bruno Cavalcanti, também responsável pelas fotografias promocionais. O videoclipe de "Banalidade do Mal" tem captação por Bruno Cavalcanti e Henrique Costa e edição e finalização por Marcelo Silva.
O Matakabra surgiu em 2015 e em uma síntese do processo histórico da Cena Pesada de Pernambuco, a banda possui em sua sonoridade influências contundentes da Música Extrema, sem deixar de soar a sua origem pernambucana. Assim, articulando um som percussivo ao que há de mais moderno e contemporâneo dentro do Metal, forjam o que denominam como Metal Bruto de Recife, cenário perfeito para que a agressividade contida nas suas temáticas possa se manifestar. Em suas letras, o Matakabra procura retratar com clareza a brutalidade e a violência do cotidiano da vida em sociedade. Qualquer um, mesmo sem os ouvidos atentos, pode entender a mensagem passada com essa atmosfera.
Em sua respeitada trajetória de quase uma década, o Matakabra realizou circuitos pela região Nordeste, onde é bastante reconhecida pelo público fiel das cidades que passou, além de em seu percurso possuir apresentações em festivais como o Grito Rock João Pessoa (2018), Abril Pro Rock (2018), Garage Sounds (2018/19) e Forcaos (2020), com shows ao lado de bandas como Project46, Ratos de Porão, Black Pantera, Krisiun e Dead Fish.
A banda conta em sua atual formação com o vocalista Rodrigo Costa, o baixista Rafael Coutinho, o guitarrista Fernando Marques e o baterista Theo Espindola.
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