Black Sabbath, era Tony Martin, "Headless Cross"
Resenha - Headless Cross - Black Sabbath
Por Isaias Freire
Postado em 30 de junho de 2024
Lançado em abril de 1989 pelo então novo selo da banda IRS, "Headless Cross" é o décimo quarto álbum de estúdio e o segundo da fase Tony Martin, este trabalho marca uma fase distinta na longa e variada carreira da banda, apresentando um som que mescla elementos do Sabbath com influências da década de 80. Após uma série de mudanças de formação e um período de menor sucesso comercial e crítico, "Headless Cross" surge como uma tentativa de revitalizar a banda. O álbum conta com Tony Iommi, único membro original remanescente, ao lado do vocalista Tony Martin, do baixista Laurence Cottle (apenas neste álbum), do tecladista Geoff Nicholls e do baterista Cozy Powell.
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O álbum abre com a faixa-título, "Headless Cross", uma poderosa canção que estabelece o tom sombrio e místico do disco. A letra, como muitas no álbum, lida com temas de ocultismo e horror, evocando imagens de bruxaria e desespero. A performance vocal de Tony Martin é particularmente digna de nota, com sua voz clara e poderosa que complementa perfeitamente os riffs pesados de Iommi. "Devil & Daughter" continua a explorar temas obscuros com uma energia cativante. A química entre Iommi e Powell é evidente, com solos de guitarra incendiários e uma base rítmica sólida. "When Death Calls" é uma das faixas mais notáveis, contando com um solo de guitarra de Brian May do Queen, que adiciona uma dimensão extra à música. A atmosfera densa e os arranjos complexos fazem desta faixa um dos pontos altos do álbum. Outras faixas como "Kill in the Spirit World" e "Nightwing" também merecem destaque, combinando melodia e peso de maneira eficaz.
A produção de "Headless Cross" é polida e moderna para a época, destacando a habilidade técnica dos músicos. Cozy Powell, em particular, oferece uma performance excepcional na bateria, com batidas precisas e poderosas que impulsionam as músicas com uma energia inigualável. A presença dos teclados de Geoff Nicholls adiciona uma camada atmosférica às canções, sem nunca sobrepujar os riffs de guitarra característicos de Iommi.
Na época de seu lançamento, "Headless Cross" recebeu críticas mistas, com alguns críticos elogiando a revitalização do som da banda, enquanto outros ainda estavam céticos quanto às constantes mudanças de formação. Contudo, com o passar do tempo, o álbum ganhou reconhecimento como um dos pontos altos da era Tony Martin, e muitas faixas tornaram-se favoritas entre os fãs. "Headless Cross" pode não ter alcançado o mesmo status icônico de álbuns como "Paranoid" ou "Heaven and Hell", mas é uma obra sólida e subestimada na discografia do Black Sabbath. Representa um momento de renascimento criativo para a banda, mostrando que eles ainda tinham muito a oferecer ao mundo do heavy metal.
A versão disponibilizada nos streamings consta com uma última música "Cloak and Dagger" que não constava na versão original da época, esta música apareceu somente no lado B do single "Headless Cross".
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