Pink Floyd Chili Peppers: É verdade que Flea já tocou baixo em um disco de Roger Waters?
Por André Garcia
Postado em 24 de julho de 2024
Desde que Eric Clapton se juntou aos Beatles para gravar o solo de "While My Guitar Gently Weeps" em 1968, participações especiais se tornaram um capítulo à parte no rock. Com o passar do tempo a prática se tornou tão comum que nomes como Ozzy e Slash já gravaram álbuns praticamente só com convidados especiais.
Um especialista no assunto foi David Bowie, cuja discografia contém a participação de gigantes como Stevie Ray Vaughan, Luther Vandross, Robert Fripp, Iggy Pop, Jeff Beck, Jimmy Page, Brian Eno, Rick Wakeman, Pete Townshend, Trent Reznor e muitos outros. Isso sem contar "Fame" com John Lennon e "Under Pressure". Mas, como ele era humano (por mais que a gente esqueça disso), ele também cometeu "Dancing on the Streets" com Mick Jagger — que conseguiu o impressionante feito de ser um dos momentos mais embaraçosos dos anos 80.
No que se refere a parceria, há também as inusitadas, como a dos Paralamas do Sucesso com Brian May. Nessa categoria temos aquelas que não chegaram a ver a luz do dia, como a do baixista do californiano e contagiante Red Hot Chili Peppers com o baixista original do ambicioso e intelectual Pink Floyd.

Em 1992, o Red Hot Chili Peppers's gozava o auge de sua popularidade com o lançamento de "Blood Sugar Sex Magik" no segundo semestre do ano anterior. Enquanto isso, Roger Waters (com Jeff Beck na guitarra) gravava seu terceiro álbum solo, "Amused to Death". Em entrevista de dezembro daquele ano para a revista Musician, Waters confirmou que Flea havia gravado o baixo em uma das faixas, "It's a Miracle".
"Baseamos ela no ritmo da metade de 'Late Home Tonight', onde Graham Broad toca muito e muito na bateria, comigo gritando ao fundo como um líder árabe louco. Fizemos uma versão bem acelerada dela, e Flea tocou uma linha de baixo ótima, mas não parecia o certo."
A partir dali, Waters contou que a música foi se desenrolando por outros caminhos cada vez mais floydianos, e o que foi gravado com Flea acabou descartado.
"Aí Pat Leonard começou a tocar no piano mais lento, e eu comecei a cantar no tempo em que a música está agora. Coloquei a fita cassete no carro e senti aquele arrepio. Toquei seis vezes no caminho de volta para casa e depois ouvi mais três vezes do lado de fora de casa de tanto que tinha adorado. Dois dias depois chamei Jeff Porcaro, e ele gravou aquela bateria incrível. E foi isso."
Confira abaixo como ficou o resultado final de "It's a Miracle" — com o próprio Roger Waters tocando baixo no lugar de Flea.
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