Como deveria ser carta psicografada de Cazuza pra provar que é real, segundo sua mãe
Por Gustavo Maiato
Postado em 24 de julho de 2024
De acordo com o site Brasil Escola, psicografia é a escrita feita por médiuns ditadas por espíritos desencarnados. Ou seja, é uma manifestação inteligente de uma alma que já se foi, mas que resolve se comunicar com os vivos.
Mas será que Lucinha Araújo, mãe do saudoso Cazuza, acredita nas cartas psicografadas que já surgiram que supostamente foram "escritas" por seu filho após sua morte? Uma delas foi publicada em 2019 pela TV O Foco. Confira trecho.

"Pensava que após ressacas eu [Cazuza] era sempre perdoado por todos os anjos do amor. Tinha sempre uma noção de ser feliz, aqui esta felicidade é muito mais explorável. Eu já sentia algum ar novo e certas paisagens dela, nada volta ao seu estado natural como eu pensava apenas não sou muito como disseram num certo livro sobre minha insignificante pessoa idealizada. Inventarão o meu show. Não sei como te oferecer certezas disso, nós ainda vemos tudo daqui".
Em entrevista ao Papagaio Falante, Lucinha disse que não acredita nessas coisas, mas que se Cazuza viesse falar com ela diretamente, aí ela poderia até pensar em se tratar realmente de seu filho.
"Eu não acredito em nada disso, sinceramente. Acho que, se ele tivesse algo a dizer, ele apareceria para mim ou psicografaria diretamente. Respeito, mas não acredito. Alguém comentou que há uma psicografia, e eu recebo muitas cartas psicografadas dele. Respeito, mas não acredito.
Eu sou de formação católica. Estudei em colégio de freira, no Sagrado Coração de Maria, em Copacabana, famoso. Tenho muitas perguntas sobre a Igreja Católica, mas ainda acredito na estrutura dela. Meu filho era uma pessoa maravilhosa e nunca faria mal a ninguém, só a si próprio. Ele foi escolhido pela beleza, juventude e sucesso. Foi uma sacanagem o que aconteceu, e estou esperando uma resposta até hoje."
"Não sou uma pessoa revoltada, mas ainda espero uma resposta. Sempre antes de dormir, essa pergunta me vem à cabeça, e nunca recebi uma resposta que me satisfizesse. Você acha que uma mãe, ao perder um filho, pode superar isso? Eu não desejo isso nem para um cachorro leproso na rua, perder um filho, principalmente da maneira como aconteceu. Ele foi uma pessoa corajosa até o fim. Ele se expunha, era um homem lindo, magro, e se expunha. Já fui a centros espíritas duas vezes, mas não acredito".
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