A curiosa e romântica história do terceiro maior sucesso da história da Blitz
Por Gustavo Maiato
Postado em 11 de julho de 2024
Em vídeo no seu canal Enigmas do Rock, Fabrício Mazzoco contou a história do megahit "Mais Uma De Amor (Geme Geme), que com 6,4 milhões de reproduções, é o terceiro maior sucesso da história da banda carioca, atrás de "Você Não Soube Me Amar" (40 milhões) e "A Dois Passos do Paraíso (30 milhões).

"Foi no final da década de 70 que Ricardo Barreto, no Rio de Janeiro, esbarrou com Evandro Mesquita. Ali começou uma amizade e eles entraram para o grupo de teatro Asdrúbal Trouxe o Trombone. Ricardo Barreto, que tinha formação em artes plásticas e cuidava do cenário, também tocava violão e cantava junto com Evandro Mesquita. Em alguns momentos, os dois começaram a conversar, encontraram outras pessoas, e assim foi se formando a Blitz, uma das maiores bandas do nosso rock brasileiro.
Certa vez, inclusive, Evandro Mesquita estava interpretando um personagem chamado Lobão, e o Lobão, o cantor e compositor na época baterista, chegou para ele e disse: 'Você é o Lobão? Prazer, eu sou o Lobão também.' E aí começaram a pensar em formar um grupo, assim se formou a Blitz. Eles sempre se encontravam na casa de Joá, uma espécie de quartel general musical do Lobão.
Então eles se encontravam ali e a banda estava em formação, sempre entrava um, saía outro, mas quem sempre também estava junto com a banda, não fazia parte da banda, mas sempre estava ali junto, participando das ideias, ouvindo, conversando, era o Bernardo Vilhena, poeta do grupo Nuvem Cigana do Rio de Janeiro, que já começava a fazer composições junto com o Ritchie, com o Lulu Santos também, com o Lobão. Nessa época ele estava ali, começou a pegar bastante amizade com o Ricardo Barreto, então ele sempre estava junto com a Blitz.

Certa vez estava o Bernardo Vilhena na casa dele, ali, esperando um telefonema, porque na época a namorada dele, a Isabela, tinha ido pro Amazonas, então ele não tinha contato, ele ficava esperando algum momento assim que ela pudesse ligar, ou ele tentava alguns números, não conseguia falar com ela pela dificuldade de comunicação mesmo. E aí chegou Ricardo Barreto com violão, falou: 'Bernardo, tô com uma música aqui.'
Tocou uma melodia, uma harmonia ali, ele queria que Bernardo fizesse uma letra. Bernardo falou: 'Ah, mas do que que eu vou falar, Ricardo? Não tenho assunto assim.' Tocou o telefone, era uma ligação longe assim, e era a namorada, era a Isabela. 'Isabela, onde você tá?' E ela falou: 'Eu tô no Paraíso', porque era uma paisagem ali maravilhosa, que ela tava ali no Amazonas, né?
E ela falou: 'Tô no Paraíso, aqui é maravilhoso, aqui é muito bom, né?' E começaram a conversar, ela passando as notícias pra ele, né, que ele não tinha as notícias dela. E assim que terminou, o Bernardo Vilhena falou: 'Vem cá', e começou então a escrever uma letra de uma música que tinha o título de 'Geme Geme'. Então por isso era 'Perdi meu amor no Paraíso', que é o que ela tinha falado no telefone, que aqui era um Paraíso, e ‘Tudo que eu tenho por um aviso’, pela falta de comunicação mesmo.
E essa história fica mais concreta numa outra parte da música que fala: 'Vocês podem estar pensando que ela foi embora, mas está quase voltando'. Realmente, a viagem estava terminando, e era 'não demora, ou ela foi para muito longe, felicidade, onde estás, que não responde?' Então esse trecho da música era mais ele contando dessa viagem dela, a aflição dele ali esperando uma notícia dela, e ela estava realmente no Paraíso, que era ali no Amazonas.
A música estava pronta, só que quando foi conversado sobre o repertório que ia integrar, que ia fazer parte do primeiro disco da Blitz, essa música ficou de fora. Ela não entrou. Certa vez, então, no estúdio, estava Ricardo Barreto ali, e ele começou então a tocar essa música no violão, e nisso estava passando o produtor, o Mariozinho Rocha. Ele ouviu assim aquela música que não estava no repertório do disco, falou: 'Ricardo, que música é essa?' Ele disse: 'Uma música que eu e o Bernardo Vilhena fizemos.'
E ele falou: 'Toca de novo.' Tocou, e ele adorou a música, ele gostou demais dessa música, e falou: 'Essa música vai entrar sim no disco.' E ela entrou. Depois, quando ela entrou, foi colocado então o título 'Mais Uma De Amor (Geme Geme)’."
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O show do Metallica que terminou com Lars Ulrich levando um soco de James Hetfield
Vocalista de black metal enfrenta acusações que podem lhe render 12 anos de prisão
Os dois gênios da guitarra que, para Neil Young, ajudaram a matar o rock
5 músicas de metal que são vergonha alheia, mas todo mundo ouve mesmo assim
Tamanho dos pés de Sebastian Bach vira assunto após vídeo publicado pelo cantor
Cronos diz que não quer contato com Mantas e Abaddon, ex-membros do Venom
Disney lança coleção de vilões inspirada na estética do heavy metal; veja modelos
Os melhores riffs de guitarras de todos os tempos, segundo Zakk Wylde
O clássico do AC/DC considerado por Angus Young "um rock perfeito para um guitarrista"
A música que tirou o Yes do esquecimento e atingiu o topo das paradas
Wacken Open Air abre sindicância interna após incidentes relatados pelo público
O álbum clássico que complicou a vida de Axl Rose; "é realmente muito difícil cantar aquilo"
A música do King Crimson inspirada pela separação dos Beatles
5 músicas que conseguem unir os tiozões do metal e a geração enzo
O show que o Queen encerrou pela metade a pedido dos contratantes



3 clássicos do rock nacional que todo mundo que foi criança nos anos 1980 sabe de cor
10 músicas de rock nacional dos anos 1980 que ainda estão na memória afetiva do brasileiro
Os 5 melhores álbuns do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau


