Quando Richie Sambora foi intimado e intimidado por Eric Clapton a subir no palco
Por Bruce William
Postado em 07 de julho de 2024
Muitos associam Richie Sambora somente com hits como "Livin' on a Prayer" e não sabem que por trás do guitarrista que esteve no Bon Jovi entre 1983 e 2013 há um músico apaixonado por Blues, que começou a tocar quase criança, aos doze anos de idade, idolatrando nomes como B.B. King, Jimmy Page e Eric Clapton, ídolos que mais tarde se tornariam muito mais do que heróis para ele, conforme ele revelou à Guitar Player, ao falar sobre um episódio em que foi "intimado" e "intimidado" por Clapton a participar de um show.

"Em 1991, quando eu estava terminando 'Stranger in This Town', escrevi uma música, 'Mr. Bluesman', sobre um jovem como eu seguindo os caras do blues", conta Richie. "Eu perguntei ao Eric [Clapton] se ele tocaria nela. Clapton topou, para felicidade do jovem músico.
Eis que em março de 1995, o telefone toca, Richie atende e era ninguém menos que Clapton do outro lado da linha, o que deixou Richie surpreso, pois ele ainda se sentia deslumbrado de ser reconhecido e lembrado por um de seus ídolos. "Buddy Guy, George Harrison e eu vamos tocar no Roxy esta noite. Você vai vir e tocar com a gente".
Claro que Richie foi pra lá, mas ele confessa que estava morrendo de medo do que iria acontecer. Harrison não apareceu, mas em compensação lá estava John Lee Hooker. "Eu toquei cada nota que conhecia cerca de três vezes mais rápido, fazendo de tudo para passar rapidinho por aquilo. Buddy ficava botando pilha, 'Vamos lá, vamos lá!' e Eric apenas ria. Nós detonamos naquele show, e no final estávamos nos camarins. Hooker olhou pra mim e disse: 'Ei garoto, era você que estava trabalhando as cordas lá em cima do palco? Continue tocando, você é bom'. Eu me ajoelhei e beijei a mão dele".
A partir daquele momento, Richie se sentiu aceito pelos seus ídolos, que se tornaram colegas e mentores. "Sempre que Buddy estava por perto ou eu estava em qualquer lugar nas proximidades ele me ligava. B.B. King idem. Fui aceito pela comunidade do blues. Mas eu trabalhei pra isso, cara, fiz as coisas que precisava. Toquei em clubes de blues pra isso, e amei cada segundo".
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