O clássico do Metallica que gerou "piti" e ficou quase 20 anos fora dos shows do grupo
Por Mateus Ribeiro
Postado em 18 de agosto de 2024
Lançado no segundo semestre de 1988, "...And Justice For All" é o quarto álbum de estúdio do Metallica, o primeiro do quarteto gravado pelo baixista Jason Newsted. Sucessor do colossal "Master Of Puppets", "...And Justice For All" é um bom disco, que apresenta músicas complexas e longas, caso da canção que dá nome ao referido trabalho.
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A faixa-título de "...And Justice For All" é uma música longa, que tem quase 10 minutos de duração (uma eternidade para os padrões do Metallica). Cheia de mudanças de andamento, "...And Justice For All" reflete a fase que o Metallica vivia no final dos anos 1980 e o que o grupo queria apresentar aos fãs.
"Para mim, o álbum ‘...And Justice For All’ soa horrível, péssimo, não dá para aguentar. Essa foi a nossa fase extravagante, em que nos exibimos demais. Sabíamos que tínhamos que seguir em frente e o ‘Black Album’ foi o oposto", contou o guitarrista/vocalista James Hetfield, em uma entrevista concedida à Uncut Magazine.
"...And Justice For All" foi tocada durante a turnê de divulgação do disco, porém, os integrantes do grupo perceberam que a música não funcionava muito bem ao vivo.
"Ao fazer a turnê, percebemos que o consenso geral era de que as músicas eram longas demais (...). E eu pensava: 'Caramba, eles não estão gostando tanto quanto nós’. Eu me lembro de sair do palco uma noite depois de tocar 'Justice' e um de nós dizer: 'Porra, é a última vez que tocamos essa maldita música!’", relembrou Kirk Hammett, quando foi entrevistado pela Rolling Stone em 1991.
De fato, "...And Justice For All" ficou quase 20 anos fora dos shows do Metallica. Segundo dados publicados nos site Setlist.FM, a faixa-título do quarto disco do Metallica foi tocada no dia 9 de outubro de 1989, em São Paulo. A longa música voltou a aparecer em uma apresentação do grupo apenas em junho de 2007, quando James e seus camaradas se apresentaram em Lisboa.
Ah, e depois de "...And Justice For All", os músicos do Metallica deixaram de lado o "espírito Dream Theater" (grupo que em 1988 ainda dava seus primeiros passos, e anos depois se tornou o maior nome da história do Prog Metal).
"O lado do Metallica de 10 minutos, progressivo pra caramba, com 12 mudanças de tempo, tinha se esgotado depois de ‘...And Justice For All’. Queríamos agilizar e simplificar as coisas", disse à Uncut o dinamarquês Lars Ulrich, que realmente simplificou as coisas no álbum que é o sucessor de "...And Justice For All", o magnífico "Black Album’. Mas isso é conversa para outra hora.
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