Como foi transição Engenheiros do Hawaii para solo, segundo Humberto Gessinger
Por Gustavo Maiato
Postado em 11 de outubro de 2024
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
Em uma entrevista ao canal Mosaique Comunicação, Humberto Gessinger, ex-líder dos Engenheiros do Hawaii, falou sobre a transição de sua carreira de frontman de uma das bandas mais icônicas do rock nacional para seu trabalho solo. Segundo o músico, a decisão de seguir solo não foi algo premeditado, mas um processo natural ao longo de sua trajetória.
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"Para as pessoas, parece que foi uma decisão super planejada e dramática, uma mudança enorme. Mas, para mim, não houve um momento específico em que pensei nisso assim", comentou Gessinger. Ele explicou que, durante a produção do álbum "Insular", de 2013, convidou diversos músicos para participar das gravações e percebeu que o resultado final não era o típico disco de uma banda, mas sim de várias formações diferentes — inclusive algumas das diferentes fases dos próprios Engenheiros do Hawaii.
O cantor também falou sobre a complexidade de usar seu nome para se apresentar ao público, algo que inicialmente foi visto com ceticismo. "Meu nome é difícil de pronunciar, disseram que não daria certo, mas eu nunca fiz as coisas pelo caminho mais fácil ou mais mercadológico. Assumi isso e estou muito feliz", contou. Para ele, a escolha trouxe uma "desmistificação" saudável em relação à ideia de banda, que muitas vezes carrega um glamour desnecessário. "No meio disso, você pode acabar se sentindo como uma marca, um logotipo, e parece que está perdendo sua humanidade", refletiu.
Apesar da mudança de formato, Gessinger afirma que, musicalmente, sua essência permanece intacta. O que mudou, diz ele, foram as circunstâncias externas, como a transição do mundo analógico para o digital, e o fato de agora ter 60 anos, em vez dos 18 de quando iniciou sua carreira. Ainda assim, a maneira como pensa e sente a música não sofreu alterações significativas.
Ele brincou com a ideia de que sempre teve uma maturidade nas letras desde jovem, algo que muitos associam à sua personalidade. "Dizem que nasci velho, coisa de capricorniano", afirmou, rindo. No entanto, ele destaca que amadurecer é mais sobre aprender a conviver com as dúvidas do que eliminá-las. "Nada está gravado em pedra para sempre."
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