Marty Friedman diz que curtiu a vida adoidado antes de se juntar ao Megadeth
Por Mateus Ribeiro
Postado em 04 de outubro de 2024
O guitarrista Marty Friedman, integrante da formação clássica do Megadeth, foi o convidado do episódio 213 do podcast Talk Louder, que foi ao ar no dia 25 de setembro. Marty falou, entre outros assuntos, a respeito de trechos de sua autobiografia, intitulada "Dreaming Japanese", que tem lançamento programado para o dia 3 de dezembro deste ano.
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Obviamente, a passagem de Marty pela banda liderada por Dave Mustaine é abordada em "Dreaming Japanese". "Não há absolutamente nenhuma mágoa relacionada ao Megadeth. Não há absolutamente nenhum sentimento negativo, nada disso. Portanto, não há nenhum tipo de crítica, não há negatividade. Há apenas a verdade. Todas as coisas são exatamente do meu ponto de vista, como aconteceu, como eu escrevi", afirmou Friedman (via Blabbermouth).
Segundo o relato de Marty, ele curtiu a vida pra valer antes de se juntar ao Megadeth. No entanto, antes mesmo de se unir a Dave Mustaine, David Ellefson e Nick Menza, ele já havia deixado a vida louca para trás.
"Eu estava completamente limpo e sóbrio durante todo o tempo em que estive na banda. Não bebi uma cerveja sequer. Quando eu tinha uns 14, 15 e 16 anos, eu era um maníaco. Vivi três vidas usando todas as drogas, bebendo, festejando e fazendo todas as merdas de astro do rock em minha primeira banda, Deuce. Fiz muito disso, e houve algo que me fez parar de vez ali mesmo, o que é uma longa história, sobre a qual falarei. Mas, quando entrei no Megadeth, eu já era straight edge muito antes de straight edge ser um termo. Então, eu me lembro de tudo isso com clareza e grande apreço", comentou Friedman, que voltou a fazer comentários sobre o Megadeth.
"As pessoas leem coisas na Internet e eu odiaria que pensassem que tenho sentimentos negativos em relação àquela época, porque isso não é verdade. Algumas das minhas músicas favoritas que fiz em minha carreira foram feitas naquele período, por isso gostei muito de descrever exatamente o processo, como toda aquela música foi criada, como foi feita, como foi gravada. Era um processo definido, e era um processo que só o Megadeth fazia. Em todos os projetos, bandas e artistas com os quais trabalhei e em todos os álbuns que fiz sozinho, antes e depois, o Megadeth tinha um processo único de fazer música, e eu entrei em detalhes sobre o que isso significava para mim, como funcionava para mim e tudo o mais."
Enquanto foi membro do Megadeth, Marty Friedman gravou os álbuns "Rust In Peace", "Countdown To Extinction", "Youthanasia", "Cryptic Writings" e "Risk".
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