Ex-guitarrista do Whitesnake fala sobre como "parte ruim desse negócio" afetou sua carreira
Por Ricardo Bellucci
Postado em 24 de novembro de 2024
Não se trata apenas de uma questão de talento, de ter um bom frontman ou um produtor genial por trás de você ou da sua banda. É muito mais do que isso. Ter uma gravadora realmente engajada, parceira, trabalhando lado a lado, no dia a dia, interessada em divulgar o seu trabalho é fundamental. Outro ponto importante é ter bom empresário, como Rod Smallwood. O que seria do Iron Maiden, por exemplo, sem ele?
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O excelente Adrian Vandenberg refletiu sobre os motivos pelos quais sua banda nunca teve a chance de desenvolver um trabalho consistente que desce prosseguimento ao sucesso de seu primeiro álbum, observando que o seu caso não é nada incomum na história da indústria musical.
Tendo co-escrito a totalidade do oitavo álbum do Whitesnake, "Slip of the Tongue", com David Coverdale, após gravar o solo em "Here I Go Again" alguns anos antes, o lugar de Adrian Vanderberg na história do rock está firmemente garantido. No entanto, não podemos dizer a mesma coisa do trabalho com a sua banda. Segundo Vandenberg, as coisas poderiam ter sido diferentes, na verdade , bem diferentes.
Gravado no Jimmy Page's Sol Studios em Londres e lançado em 1982, o álbum de estreia da banda, autointitulado de ‘Vandenberg", deu início ao que foi uma das bandas de hard rock europeias mais promissoras da sua época. Uma promessa. Abrindo caminho para as turnês nos EUA como banda de abertura de Ozzy Osbourne e do KISS, o cenário prometia dias melhores. Os lançamentos subsequentes, no entanto, foram realizados com muito menos pompa, embora Vandenberg ainda fosse um músico muito bem-conceituado, principalmente no cenário europeu. Questionado em uma entrevista recente, com Alma Hard , sobre sua opinião sobre o porquê de ter saído daquele jeito, Adrian Vandenberg explicou (transcrito pela Ultimate Guitar).
"No final, o que conta é sempre o momento da promoção realizado pela sua gravadora, porque um dos trabalhos dela é garantir que todos saibam sobre seu novo disco. O problema entre o primeiro e o segundo álbum do Vandenberg foi que o presidente da Atlantic Records, que nos contratou e que descobriu minha banda, deixou a Atlantic. Ao mesmo tempo, o presidente da ATCO [Records], que era parte da Atlantic nos Estados Unidos, também saiu. Então, o álbum saiu, e as pessoas que estavam por trás de nós no primeiro álbum de repente se foram. Nós nos sentíamos, como diz a expressão uma expressão usada na Holanda, entre o cais e o navio."
Segundo Vandenberg, isso prejudicou demais o trabalho da banda rumo a uma carreira mais sólida, nas palavras dele: "Isso aconteceu com muitas bandas ao longo dos anos, onde, quando você ouve um disco, você pensa, 'Cara, esse disco deveria ter sido grande', e ninguém sabia sobre ele. Essa é a parte ruim desse negócio. Você trabalha duro em um disco, então você o joga para o mundo, esperando que as pessoas que trabalham com ele estejam tão motivadas quanto você. E isso muitas vezes não é o caso."
Veja a entrevista de Vandenber a Alma Hard, na íntegra.
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