O grande arrependimento de Renato Russo na Legião Urbana: "Erro que foi levado adiante"
Por Gustavo Maiato
Postado em 19 de novembro de 2024
Durante a produção do terceiro álbum da Legião Urbana,"Que País É Este", a convivência entre Renato Russo e o baixista Renato Rocha passou por tensões profundas que marcaram a história da banda.
A dificuldade em lidar com o comportamento de Renato Rocha durante as gravações acabou deixando cicatrizes e foi lembrada como um "erro que foi levado adiante". A informação está no livro Discobiografia Legionária, de Chris Fuscaldo, onde é relatado o impacto do convívio difícil com o baixista, que se distanciava cada vez mais dos demais membros e da produção.
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Segundo Mayrton Bahia, produtor do disco, Renato Russo frequentemente implicava com Renato Rocha, especialmente no que se referia à forma de tocar. Russo também tocava baixo e exigia uma performance específica que Renato Rocha não entregava, o que o fazia se "recolher muito", disse Mayrton.
Entretanto, os problemas iam além da música. De acordo com o executivo Jorge Davidson, o comportamento de Renato Rocha era visto como um transtorno constante: atrasos frequentes, descumprimento de compromissos e até ausência em voos fizeram com que a produção tivesse de adaptar horários e providenciar novos voos, até jatinhos. "Irresponsabilidade pura", resumiu Davidson, indicando a insatisfação geral com a postura do baixista, que na época parecia mais envolvido com o status de celebridade do que com o trabalho.
Renato Rocha, que integrou a banda até 1989, teve trajetória conturbada também após sua saída da Legião Urbana. Enfrentou dificuldades financeiras e pessoais que agravaram sua situação. Faleceu em 2015, aos 53 anos, no Rio de Janeiro, em meio a um período de isolamento e dificuldades econômicas, marcado por um fim de vida distante do prestígio que viveu no auge da carreira com a Legião. Sua história permanece como um capítulo complexo na trajetória de uma das maiores bandas de rock do Brasil.
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