A sutil mudança no repertório de Bruce Springsteen que alfineta vitória de Donald Trump
Por Gustavo Maiato
Postado em 14 de novembro de 2024
Bruce Springsteen, aos 74 anos, não escondeu sua decepção após a vitória de Donald Trump sobre Kamala Harris nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Conhecido por suas músicas que exaltam a classe trabalhadora e retratam o cotidiano do americano comum, Springsteen fez uma alteração sutil, mas carregada de simbolismo, no repertório de seu primeiro show após a derrota de sua candidata.
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Conforme relatou a Veja, na apresentação, realizada no dia 6 de novembro, o artista abriu o show com a música "Long Walk Home", faixa que raramente inicia suas apresentações. Antes de começar, ele dedicou a canção como uma "oração de luta pelo meu país", sugerindo seu lamento e esperança em tempos incertos. Com versos como "Vai ser uma longa caminhada para casa", a música soou como um reflexo das expectativas frustradas dos que apoiaram Kamala Harris.
Em seguida, Springsteen trouxe "Land of Hope and Dreams", faixa que reforça a resiliência e a esperança. "Deixe suas tristezas para trás / Que este dia seja o último / Amanhã haverá sol", canta o músico, em versos que parecem buscar, ainda que discretamente, uma união em meio à divisão política dos Estados Unidos.
A apresentação foi uma resposta velada à campanha eleitoral. Defensor declarado de Kamala, Springsteen havia gravado um vídeo pedindo votos e chegou a classificar Trump como "tirano" em um comício em Atlanta. No entanto, neste show, sua resposta foi menos contundente, marcada pela introspecção e pela escolha de músicas que convidam à reflexão. Springsteen é frequentemente reconhecido como "a voz do povo", um título que o cantor conquistou com composições sobre a classe trabalhadora e a busca por justiça social.
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