Baterista lembra álbum do Poison que teve capa censurada no Walmart
Por João Renato Alves
Postado em 31 de dezembro de 2024
Durante aparição no podcast The Môtley Crôc Show, o baterista Rikki Rockett lembrou um momento em que o Poison foi censurado pelo Walmart. A rede de lojas se recusou a vender o disco "Open Up And Say... Ahh!" com sua capa original. A saída foi adotar uma alternativa.
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Disse o músico, conforme transcrição do Blabbermouth: "Meu amigo Mark Williams, que Deus o tenha, construiu aquela língua. E era uma prótese, obviamente. Então, tínhamos essa modelo. Fizemos essa sessão de fotos e a gravadora disse que era muito suave. Nós ficamos, tipo, 'Ok.' Parecia uma garota do rock com sua língua comprida, seu cabelo eriçado e ela estava com uma maquiagem bem dramática, mas não era chocante o suficiente. Fomos até o famoso fotógrafo de rock Neil Zlozower, Bobby (Dall, baixista) e eu. Chamamos a namorada dele, Bambi, começamos a fazer todas aquelas listras nela e fizemos todas essas coisas. E ela tinha lentes de contato — fizemos com que ela pegasse as lentes — e então nós meio que a maquiamos, Bobby e eu fizemos. E então fizemos aquela língua e tudo mais. E todo mundo adorou, achou que era foda."
No entanto, um dos gigantes de vendas não aprovou. "O Walmart rejeitou. Wally (presumivelmente se referindo ao fundador do Walmart, Sam Walton) estava vivo à época. Disse que representava uma figura demoníaca e ele não queria. Sentamos com a gerência e a gravadora. E, realmente, no final das contas, era tipo, estamos no ramo de capas de álbuns ou estamos no ramo da música? Sério, deveríamos ser capazes de fazer uma capa verde ou uma capa branca sem nada, se é isso que precisamos fazer. O objetivo era divulgar nossa música. ‘Qual é nossa porcentagem de vendas no Walmart? Isso importa?’ ‘Bem, é 38%, às vezes 40% das suas vendas’. Mudar era mais barato do que esperar que o público comum fosse à loja de discos.
Pensamos: ‘Vamos jogar fora 35 a 40% da nossa participação de mercado, colocando nossa música nas mãos dos fãs, ou vamos reclamar e brigar com o Walmart?’ Simplesmente não fazia sentido. Então disseram: ‘Vamos encolher a foto assim’. Tornou-se uma edição de colecionador, aquelas que tinham saído pela Enigma, porque ainda estávamos tecnicamente com a Enigma pela Capitol, eu acredito. Mas também havia fotos de corpo inteiro dela. E ela estava nua, a propósito. Era a namorada de Bobby. Não me deixaram olhar para ela enquanto eu estava ajudando a pintar as listras."

Segundo álbum do Poison, "Open Up And Say... Ahh!" foi o seu mais bem-sucedido, vendendo mais de 8 milhões de cópias, chegando ao 2º lugar no The Billboard 200 e emplacando três singles no Top 10 americano.
"Every Rose Has Its Thorn", se tornou a única música de toda a carreira do grupo a atingir o número 1 do Billboard Hot 100. As outras duas que figuraram no Top 10 foram "Nothin’ But A Good Time" (6º) e a versão para "Your Mama Don’t Dance" (10º), da dupla Loggins & Messina.
Inicialmente, Paul Stanley seria o produtor, mas os compromissos com o Kiss o impediram. Tom Werman (Mötley Crüe, Cheap Trick, Twisted Sister) assumiu a função.
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