Guitarrista da banda solo de Bret Michaels sai em sua defesa
Por João Renato Alves
Postado em 21 de janeiro de 2026
Nos últimos dias, ganhou grande repercussão a fracassada tentativa do Poison visando uma turnê em 2026. A banda pretendia comemorar os 40 anos do seu álbum de estreia, "Look What the Cat Dragged In" (1986). No entanto, o vocalista Bret Michaels pediu para ganhar 600% a mais que os instrumentistas, o que criou um impasse que culminou na desistência do projeto.
Os fãs, obviamente, compraram a briga de C.C. DeVille (guitarra), Bobby Dall (baixo) e Rikki Rockett (bateria). No entanto, o guitarrista Pete Evick, que toca no grupo solo do cantor, saiu em sua defesa com três posts no Facebook, conforme compilado pelo Sleaze Roxx. O primeiro foi feito em 19 de janeiro, exaltando feitos do patrão que não possuem ligação com a discussão do momento.

"10 fatos
Mais de uma vez, fiquei horas na chuva torrencial com Bret enquanto ele encontrava fãs e tirava fotos com eles de graça!
Eu estava em um ônibus de turnê a 48 quilômetros de um local de show quando ele descobriu que havia um jovem diabético que queria conhecê-lo. Demos meia-volta com o ônibus para encontrar o garoto.
Quando os tornados devastaram Pilger, Bret levou toda a banda e equipe para a cidade e trabalhou o dia inteiro. Bret disse à imprensa que todos haviam doado seu tempo, mas... todos nós recebemos um dia de pagamento pelo serviço. Bret pagou milhares de dólares para 'ajudar a cidade de graça'!
Alguns anos atrás, quando houve uma grande enchente na Califórnia, Bret me perguntou se eu poderia dar uma volta com ele para ver se alguém precisava de ajuda. Só nós dois, sem fotos, sem postagens nas redes sociais do tipo 'olha o que eu fiz'.
Em inúmeras ocasiões, eu estava no carro com Bret quando ele simplesmente tirava dinheiro do bolso e dava para pessoas em situação de rua.
Semanas antes Quando Bret sofreu uma hemorragia cerebral, estávamos em San Antonio prestes a tocar no Anfiteatro do SeaWorld. Ele não conseguia ficar de pé, seu apêndice havia estourado, a introdução do nosso show estava tocando e eu tive que praticamente obrigá-lo a entrar na ambulância porque ele não queria decepcionar os fãs. Mais tarde, descobrimos que ele teria vivido talvez 30 minutos e morrido no palco.
Bret permitiu que uma quantidade incrível de jovens músicos aspirantes se apresentasse no palco conosco para plateias de até 50.000 pessoas, proporcionando a eles uma experiência que a maioria só sonha.
Quando recebemos a proposta para tocar no Iraque, Bret disse que só aceitaríamos se fôssemos às bases militares no meio da guerra, e não apenas a Bagdá. Todos os dias, íamos aos hospitais e passávamos o dia tentando animar os soldados que não podiam nos ver tocar.
Embora NÃO seja um membro ativo da PETA, Bret salvou e abrigou mais cães do que qualquer pessoa que eu conheça.
Bret doou milhões de dólares para inúmeras instituições de caridade, sendo a pesquisa sobre diabetes a maior delas, obviamente."
A menção ao diabetes se deve ao fato de que o frontman convive com a versão tipo 1 da doença desde a infância, administrando doses diárias de insulina. No dia seguinte, Evick voltou a fazer publicações. Desta vez, foi direto aos fatos e revelou algumas situações que não eram públicas.
"Minha publicação de ontem à noite chamou bastante atenção, como esperado. Embora a maioria tenha sido positiva e de apoio, também houve uma boa dose de críticas, como era de se esperar.
Gostaria de abordar alguns dos comentários negativos, começando pelo que mais me irrita em todo o universo das redes sociais.
1 – Se alguém é tão incrível, por que precisa postar sobre isso? Concordo plenamente com isso. Detesto o que chamo de 'postagem exibicionista', onde as pessoas postam suas boas ações para receber elogios por serem pessoas incríveis. No entanto, esta postagem não era sobre mim, era sobre meu amigo. É um pouco diferente.
2 – O que tudo isso tem a ver com o Bret querer seis vezes mais dinheiro que os outros caras do Poison? Nada, absolutamente nada, foi apenas uma coincidência. Mas acho interessante que todos os haters e pessoas negativas simplesmente não se importem com postagens negativas, mas não percam a oportunidade de criticar uma postagem positiva.
3 – Todo mundo reclamando do Bret exigir seis vezes mais dinheiro. Primeiro, é ridículo que as pessoas se importem ou estejam brigando pelo dinheiro de dois homens brancos ricos. Há muitos outros fatores envolvidos nisso tudo. Se você já fez parte de uma banda que começou do zero e eventualmente alcançou algum sucesso, como em qualquer outro negócio, você perceberá que sempre há uma pessoa que contribui mais e outra que contribui menos. Muita gente dizia coisas como 'Não existiria Bret sem o Poison'. Bem, simplificando, não existiria Poison sem Bret. Há alguns fatos que as pessoas realmente ignoram. O Poison tentou sem o Bret e ninguém ligou. No entanto, Bret, como artista solo, está tocando e lotando exatamente os mesmos lugares onde o Poison se apresenta como atração principal, e... aqui está a parte que vai me causar problemas, a parte que vai virar manchete caça-cliques. Muita gente está dizendo que o CC escreveu todos os hits. Deixa eu ser claro: o CC é ótimo, ele é incrível, ele é uma lenda e um dos meus heróis pessoais, ele escreveu muitos hits, ele é inegavelmente a força motriz musical por trás do Poison, mas... Se você entende um pouco de como a indústria realmente funciona, você sabe que o hit que fez a diferença, a música que realmente os catapultou para o estrelato pop, que os tornou um nome conhecido por todos, foi 'Every Rose Has its Thorn'... adivinhem só, foi o Bret que escreveu essa música. E não só o Bret a escreveu, como o resto da banda não gostou.
Resumindo... Por 30 anos, Stewart Copeland vem tentando nos convencer de que Sting é um babaca. Mas... se você ama 'Every Breath You Take', precisa ver Sting ao vivo para ouvi-la com a voz original.
Sting ainda arrasa. Podem dizer o que quiserem, mas ninguém jamais poderá tirar a voz de Bret dele.
Gostaria também de dizer que talvez tenham acontecido algumas coisas nos bastidores que fazem Bret simplesmente não querer mais tocar no Poison. Será que algum deles fez algo imperdoável com Bret? Quer dizer, sério, por que Bret iria querer tocar com um cara que, em diversas ocasiões, tentou publicamente transformá-lo em inimigo?"
A menção final, obviamente, é direcionada ao baterista Rikki Rockett, com quem Pete já teve algumas discussões públicas online. O guitarrista ainda fez uma derradeira manifestação.
"O que eu acho mais divertido são os fãs que têm 'permissão' para ter opiniões, mas acham que eu não. Também adoro, adoro, adoro as pessoas que parecem ignorar os locais onde tocamos em comparação com os locais onde o Poison toca. Sim, o Bret adora tocar, então tocamos em alguns lugares menores, talvez em 3 ou 4 clubes por ano, que geralmente são de amigos e que se tornaram tradições para nós. Mas basta olhar para o calendário: nossa primeira parada este ano é o Mohegan Sun, uma das arenas mais famosas dos EUA, seguida por uma arena em Niagara Falls. Depois, tocaremos por 3 dias seguidos em grandes anfiteatros na Flórida com o Tesla como banda de abertura.
Existem poucos desses anfiteatros gigantes e todos eles estão no que chamamos de mercados classe A. O Bret adora ir 'para o povo', ele adora ir aos mercados B, C e D e levar a música para pessoas que não moram nas grandes áreas metropolitanas.
Outra coisa que eu adoro é que essa história de 'tenho que defender o Bret porque ele é meu chefe' não poderia estar mais errada. Eu defendo meu amigo, NÃO falo mal do Poison, ofereço uma perspectiva diferente da maioria das pessoas. Não faço nada diferente de vocês, expresso meus pensamentos e opiniões, mas, por estar na folha de pagamento dele, sou crucificado de forma extrema por defender meus amigos! Por que não se perguntam o que me manteve lá por 21 anos? Pouquíssimos de nós, 'mercenários', ficamos com o mesmo artista por tanto tempo."
Com esse cenário, Rikki anunciou que seu projeto paralelo, o Rockett Mafia, fará shows executando "Look What the Cat Dragged In" na íntegra durante 2026. Bret Michaels seguirá com sua banda solo. Não há informações do que C.C. DeVille e Bobby Dall pretendem fazer no período.
O último show do Poison até o momento aconteceu em 9 de novembro de 2022, no Allegiant Stadium, em Las Vegas. À época, a banda era uma das atrações da "The Stadium Tour", que tinha Def Leppard e Mötley Crüe como headliners. Joan Jett & The Blackhearts também participaram.
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