A música em que Roger Waters critica Sylvester Stallone
Por João Renato Alves
Postado em 28 de fevereiro de 2025
Presente no álbum "Radio K.A.O.S." (1987), a música "The Tide is Turning (After Live Aid)" é uma crítica à ideia de veiculação da guerra na mídia para fins de entretenimento. Ao mesmo tempo, ela transmite uma nota de otimismo de que talvez a maré esteja mudando, dando um vislumbre de esperança ao ouvinte. Justamente por este enfoque, ela foi usada por Roger Waters no encerramento do espetáculo "The Wall – Live in Berlin", três anos mais tarde.
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O que alguns fãs não sabem é que a canção deveria ter um verso extra. Ele foi removido devido a seu criador ter ficado preocupado com possíveis ações judiciais da figura mencionada. Era ninguém menos que o ator Sylvester Stallone. Waters não apreciava como os filmes do astro glorificavam a violência, além do excesso de patriotismo e a vilanização de quem estava do outro lado da Guerra Fria.
Roger chegou a cantar a parte suprimida em alguns shows. Ela dizia: "Agora o passado acabou, mas você não está sozinho, juntos lutaremos contra Sylvester Stallone, não seremos arrastados para o seu Mar da China Meridional de besteiras machistas e mediocridade".
Vale destacar que, em outro momento da música, Waters também se referiu a Stallone quando cantou "A maré está mudando, Sylvester". "The Tide is Turning" foi a música de encerramento do tracklist. Ela foi adicionada quando a gravadora disse que o álbum era muito depressivo.
Segundo trabalho solo de Roger Waters, "Radio K.A.O.S." foi o primeiro após a conclusão do processo de separação do Pink Floyd. O conceito é baseado na história de Billy, um menino incapaz física e mentalmente que recebe ondas de rádio no cérebro. As letras transmitem visões críticas sobre o governo de Margaret Thatcher, a Guerra Fria, a cultura popular da época e os efeitos do monetarismo sobre a civilização.
As gravações ocorreram no The Billiard Room, estúdio do músico em Londres. O disco teve como melhor resultado o 25º lugar na parada britânica. Hoje em dia, Roger expressa abertamente seu descontentamento com o resultado final, embora goste do conceito proposto.
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