Paul Stanley explica falta de menções a ex-membros do Kiss no show de despedida
Por João Renato Alves
Postado em 27 de fevereiro de 2025
O último show do Kiss foi realizado no início de dezembro de 2023 no Madison Square Garden, em Nova York. O espetáculo encerrou a carreira de palco da banda após 50 anos. No entanto, nenhum membro antigo participou. Nem mesmo menções a eles foram feitas. Em entrevista ao podcast Talk is Jericho, Paul Stanley explicou, conforme transcrição do Blabbermouth:
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"Para ser um pouco diplomático, houve pessoas que fizeram exigências irrealistas do que precisavam. E o show não era sobre isso. Não foi, por exemplo, uma celebração do início da banda; foi uma celebração de 50 anos de uma banda, ao contrário de uma homenagem ao início. Então, quanto a Ace (Frehley, guitarrista original) e Peter (Criss, baterista original), eles não estavam lá por muitas razões. E eu já disse isso uma centena de vezes e direi mais uma centena de vezes. Não poderíamos estar aqui hoje sem o que esses caras fizeram, mas também não poderíamos estar aqui hoje com eles."
Quando Chris Jericho mencionou a falta de citação a outros membros, como Eric Carr e Bruce Kulick, Stanley disse: "O que você vai fazer? Acho que a melhor maneira de homenagear a todos é ser o melhor que podemos ser. O que vamos ter — vídeos na tela ou fotos penduradas? O fato de estarmos lá, estávamos lá por causa de todos que participaram, alguns mais do que outros, mas o tributo a todos é nós existindo."
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Paul ainda foi questionado sobre como se sente sobre o legado do Kiss, especialmente à luz do fato de que bandas como os Rolling Stones continuam tocando e gravando. "Acho que o legado só vai crescer. Acho que só vai ficar maior. Os Stones são interessantes. Em algum momento, o que vai ser? The Stone? 'Vou ver o Rolling Stone.' Eles sobreviveram mais décadas do que nós, certamente, e são uma instituição. As pessoas vão vê-los por que são os Stones. Então, acho que com o tempo só ficaremos maiores porque você se torna mais poderoso quanto mais tempo você existe.
Quando estávamos fazendo a turnê 'End Of The Road', acho que nos tornamos quase super-heróis, porque éramos atemporais e não mudamos muito. As pessoas vinham nos ver e diziam, 'Uau, eles parecem como eram há 40 anos.' Você não chegou tão perto de nós. Mas, sim, eu acho que o Kiss é atemporal e vai transcender tudo o que foi até agora."
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Ano passado, o guitarrista Bruce Kulick, que fez parte do Kiss entre 1984 e 1995, criticou a exclusão dos antigos membros do último shows durante entrevista ao Chaoszine. Ele disse:
"Não é só sobre mim – Eric Carr, Ace Frehley, Peter Criss e até mesmo Bill Aucoin, o primeiro empresário. Eles realmente deixaram de fazer um evento em que todos se sentiriam bem ao escolherem algo muito mais próximo das outras noites de show. E aqueles que dizem ‘bem, eu vi você no telão’, eles estavam mostrando aquilo por anos, em pequenas coisas. Não acharam que nossa presença era importante. Sinto que perderam uma oportunidade."
O Kiss saiu de cena como a banda norte-americana com maior número de discos de ouro e platina na história da indústria fonográfica. Comandados por Paul Stanley e Gene Simmons, venderam mais de 100 milhões de cópias dos seus álbuns até hoje.
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