A canção do The Police com temática infantil e um significado profundo que poucos percebem
Por Bruce William
Postado em 04 de fevereiro de 2025
Lançada em 1980 como segundo single do álbum "Zenyatta Mondatta", "De Do Do Do, De Da Da Da" se tornou um dos maiores sucessos do The Police, atingindo o Top 10 da Billboard e permanecendo 21 semanas nas paradas. Apesar da melodia pegajosa e do refrão aparentemente infantil, a música traz uma crítica direta ao uso manipulador das palavras, algo que Sting destacou em diversas entrevistas ao longo dos anos, observa o American Songwriter.
Police - Mais Novidades
Em conversa com a Rolling Stone em 1988, Sting demonstrou frustração com a interpretação superficial que a música recebeu. Para ele, a canção não era apenas um jogo de palavras sem sentido, mas sim um comentário sobre como letras podem ser usadas para enganar ou inspirar. E em 1981, explicou à NME: "Eu estava tentando dizer algo realmente difícil - que pessoas como políticos, como eu mesmo, usam palavras para manipular as pessoas. E que você deve ter muito cuidado."
Sting acreditava que a simplicidade das letras poderia ser mais honesta do que discursos rebuscados, e usou o refrão nonsense como um exemplo disso. Ele revelou que o título foi inspirado em seu filho Joe, que tinha três anos na época e costumava repetir essas sílabas sem sentido. Para Sting, essa pureza era um contraponto ao uso calculado da linguagem por figuras como "poetas, padres e políticos", como ele canta na segunda estrofe.
O impacto da música foi imediato. "De Do Do Do, De Da Da Da" ajudou a consolidar o The Police como um dos grandes nomes da nova década e se tornou um dos singles mais duradouros da banda. Sting chegou a gravar uma nova versão anos depois, mas ela acabou ficando de fora da coletânea "Every Breath You Take: The Singles" (1986), sendo lançada apenas em reedições posteriores.
Ao longo dos anos, a música foi reinterpretada por diversos artistas, incluindo Third World e Juliana Hatfield. Embora muitos a vejam apenas como um hit pop descompromissado, sua letra carrega um significado mais profundo, alertando para o poder das palavras e como elas podem ser usadas tanto para enganar quanto para inspirar.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit da Legião Urbana que foi mal interpretado como apologia ao fascismo
As quatro bandas que Dave Mustaine incluiria em um novo Big Four
U2 volta ao Brasil no início de 2027, diz portal de notícias
A criança que irritou Joey Ramone a ponto de inspirar um clássico dos Ramones
A formação do Black Sabbath que não funcionou, na opinião de Geezer Butler
Regis Tadeu elege melhores e piores shows do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026
O ajuste que Bruno Sutter sugere para a voz de Bruce Dickinson no Iron Maiden
A música de 1971 que incendiou Bono e mudou sua forma de enxergar o mundo
Como o Aerosmith terceirizou a escrita da própria volta por cima nos anos 80
As duas músicas do Judas Priest que Rob Halford detesta: "Lixo, só clichês"
A carteirada de Tom Morello sobre Jimmy Page para ajudar o próprio filho
"Não chego aos pés dele"; o guitarrista contemporâneo admirado por Jimmy Page
65 grandes músicas gravadas por Dave Mustaine, que completa 65 anos neste domingo
O disco do Iron Maiden com Blaze Bayley que a Metal Hammer considera "metade de um clássico"
O disco do Slayer que é uma "resposta" ao pop punk feito por Green Day e Offspring

A vingança desproporcional que Sting armou para Rod Stewart após ser provocado
A canção que Stewart Copeland se arrependeu de deixar de fora de álbum clássico do The Police
O ícone da new wave nos anos 80 que tocou guitarra com Jimi Hendrix
Os 10 melhores álbuns dos anos 1980, segundo Regis Tadeu
5 músicas famosas gravadas quando a banda estava praticamente acabada
O baterista que Stewart Copeland e Phil Collins concordam ser o maior de todos os tempos


