Por que álbuns do Iron Maiden apenas de 1982, 1988, 1992, 2010 e 2015 alcançaram o topo?
Por Gustavo Maiato
Postado em 20 de março de 2025
Com uma discografia repleta de clássicos, o Iron Maiden viu apenas cinco de seus álbuns alcançarem o topo das paradas britânicas: "The Number of the Beast" (1982), "Seventh Son of a Seventh Son" (1988), "Fear of the Dark" (1992), "The Final Frontier" (2010) e "The Book of Souls" (2015). Mas por que apenas esses cinco? O que os diferencia de outros discos igualmente aclamados, como "Powerslave" (1984) e "Brave New World" (2000)?
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Segundo o livro "The Number of the Beast – Um Clássico do Iron Maiden", de Stjepan Juras, publicado no Brasil pela editora Estética Torta, há um padrão claro por trás desses lançamentos. O fator determinante para que esses álbuns atingissem o primeiro lugar foi um planejamento estratégico que combinava turnês promocionais intensas e apresentações em grandes festivais, especialmente no Reino Unido.
O impacto das turnês e festivais
O lançamento de "The Number of the Beast" exemplifica bem essa estratégia. Antes mesmo do disco chegar às lojas, a banda já havia feito apresentações de aquecimento na Itália e no Reino Unido, preparando o público para a estreia de Bruce Dickinson nos vocais. O show no festival de Reading foi peça-chave na divulgação, pois "o fato de o Iron Maiden encabeçar o festival de Reading era conhecido bem antes que alguém soubesse o quão grande logo se tornariam".
A fórmula foi replicada nos álbuns seguintes que atingiram o primeiro lugar. Em 1988, antes do lançamento de "Seventh Son of a Seventh Son", o Iron Maiden fez dois shows secretos na Alemanha, embarcou para uma turnê na América do Norte e retornou à Europa para tocar no festival Monsters of Rock em Donington, diante de 107 mil pessoas. A mesma estratégia foi utilizada em 1992 com "Fear of the Dark", e nos lançamentos mais recentes, "The Final Frontier" e "The Book of Souls", garantindo a posição de destaque nas paradas.
Álbuns como "Piece of Mind" (1983), "Powerslave" (1984) e "Somewhere in Time" (1986) são considerados clássicos absolutos, mas não seguiram essa estratégia específica de promoção. Mesmo "Brave New World" (2000), que marcou o retorno triunfal de Dickinson e Adrian Smith, não teve um grande festival no Reino Unido impulsionando suas vendas iniciais.
O sucesso dos cinco álbuns número 1 do Iron Maiden não se deve apenas à qualidade musical, mas a uma combinação bem planejada de timing, estratégia promocional e impacto das turnês. Como o livro destaca, "quando a máquina de propaganda do festival se juntou à história do Iron Maiden e à promoção do álbum, era hora de acontecer uma grande explosão". E foi exatamente isso que aconteceu, garantindo à banda esses marcos históricos.
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