Adrian Smith comenta parceria criativa com Bruce Dickinson
Por João Renato Alves
Postado em 15 de março de 2025
A parceria entre Bruce Dickinson e Adrian Smith é uma das mais bem-sucedidas nas variações do time de compositores do Iron Maiden. A ponto de os dois terem se reunido no período em que estavam fora da banda, na segunda metade dos anos 1990 – o que os faria retornar juntos logo na sequência.
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Durante evento promovendo o novo álbum do Smith/Kotzen no Grammy Museum, em Los Angeles, no último dia 5 de março, o guitarrista relembrou o período. Ele disse, de acordo com transcrição do Blabbermouth:
"Foi uma época muito, muito divertida. Eu tinha um projeto chamado Psycho Motel e fiz alguns bons álbuns, mas a coisa do grunge estava acontecendo em todos os lugares. Foi difícil. Estávamos tentando montar algo para uma turnê e enfrentando muitos obstáculos. Até que Bruce simplesmente me ligou e disse: 'Ei, você tem que ouvir essas coisas que estou escrevendo com esse cara chamado Roy Z em Los Angeles.' Ele foi até a minha casa e tocou 'Accident Of Birth' para mim. Fiquei impressionado. Era muito bom. Então me perguntou: 'Você quer se envolver?' Eu disse: 'Sim, tudo bem.' Meu projeto estava parado, então logo estava a caminho de Los Angeles."
Smith ainda contou que foi Roy Z quem o apresentou à afinação drop-D, na qual a corda Mi grave de uma guitarra é afinada um tom abaixo para criar um som mais pesado. "Roy era o cara da afinação drop-D. Aprendi todas as músicas, mas não sabia sobre a afinação drop-D, então afinei minha guitarra em Ré. Era como um banjo. Ele disse: 'Não, não, não. Vou te mostrar como fazer.' Tenho que dizer que aprendi muito com Roy. Ele também é professor de guitarra, um virtuoso, me deu algumas dicas. O que eu amo em trabalhar com pessoas diferentes é que você aprende coisas e cresce. Foi um momento divertido e tenho orgulho desses álbuns, fizemos algumas grandes turnês também. Foi um momento bom e divertido."
Sobre a parceria com Bruce nas composições, Adrian voltou ainda mais no tempo. "Acho que fui o primeiro no Maiden a ter um gravador multipista nos anos 80 — uma coisinha de quatro pistas. Eu costumava começar a fazer demos nisso. Quando Bruce entrou na banda, costumávamos sair juntos porque não tínhamos namoradas regulares. Depois do ensaio, costumávamos ir ao pub jogar sinuca. Todos os outros iam para casa ficar com suas esposas e nós saíamos e escrevíamos. Foi assim que começou. '2 Minutes To Midnight', por exemplo, eu tinha nessa pequena fita cassete. Só escrevo uma letra se for preciso, porque acho um pé no saco. Você tem que fazer isso eventualmente, mas Bruce simplesmente anda por aí com cadernos de letras o tempo todo. Se você tem algo musicalmente, ele terá algo muito rápido. Às vezes, eu invento uma melodia ou um título como 'Speed Of Light' ou 'Writing On The Wall' e isso o inspira."
No Iron Maiden, Bruce Dickinson e Adrian Smith assinaram as seguintes músicas juntos:
"Peace of Mind" (1983): "Flight of Icarus", "Die With Your Boots On" (com Steve Harris) e "Sun and Steel".
"Powerslave" (1984): "2 Minutes to Midnight" e "Back in the Village".
"Seventh Son of a Seventh Son" (1988): "Moonchild", "Can I Play With Madness?" (com Steve Harris) e "The Evil That Men Do" (com Steve Harris).
"No Prayer For the Dying" (1990): "Hooks in You".
"Brave New World" (2000): "The Wicker Man" (com Steve Harris).
"Dance of Death" (2003): "New Frontier" (com Nicko McBrain), "Face in the Sand" (com Steve Harris) e "Journeyman" (com Steve Harris).
"A Matter of Life and Death" (2006): "These Colours Don’t Run" (com Steve Harris), "Brighter Than a Thousand Suns" (com Steve Harris), "The Longest Day" (com Steve Harris) e "Lord of Light" (com Steve Harris).
"The Final Frontier" (2010): "El Dorado" (com Steve Harris), "Coming Home" (com Steve Harris) e "Starblind" (com Steve Harris).
"The Book of Souls" (2015): "Speed of Light" e "Death or Glory".
"Senjutsu" (2021): "The Writing on the Wall", "Days of Future Past" e "Darkest Hour".
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