O guitarrista que inspirou David Gilmour e cuja carreira foi sufocada pela indústria
Por Gustavo Maiato
Postado em 03 de março de 2025
Poucos guitarristas deixaram uma marca tão profunda na música sem alcançar o reconhecimento merecido quanto Roy Buchanan. Reverenciado por David Gilmour, Gary Moore, Robbie Robertson, Jerry Garcia e até mesmo por Jeff Beck, que dedicou sua versão de "Cause We've Ended As Lovers" a ele, Buchanan foi um mestre do blues e do rock. Mas, apesar de seu talento inegável, sua carreira foi sufocada por uma indústria que prioriza o lucro sobre a liberdade artística.

De acordo com matéria da Ultimate Guitar, nos bastidores do rock, há uma história que coloca Buchanan no centro de uma das maiores bandas de todos os tempos. Segundo o próprio guitarrista, ele teria recebido um convite para se juntar aos Rolling Stones no final dos anos 1960 ou início dos 1970, possivelmente após a saída de Brian Jones ou durante a passagem de Mick Taylor.
Porém, Buchanan teria recusado a oferta, preferindo seguir sua própria trajetória musical. "A história nunca foi confirmada por membros dos Stones, mas a simples possibilidade reforça sua importância e respeito no meio", diz o texto.
Buchanan lançou uma série de álbuns aclamados pela crítica ao longo dos anos 1970 e início dos 1980. No entanto, as pressões da indústria musical para se adaptar às tendências comerciais acabaram minando seu entusiasmo. "Ele exigia total liberdade artística para gravar, e quando percebeu que isso não seria possível, simplesmente parou de lançar discos", conclui.
Além dos conflitos com as gravadoras, o guitarrista também enfrentava problemas pessoais. Como muitos artistas da época, Buchanan lutava contra o alcoolismo e questões de saúde mental, o que pode ter contribuído para sua decisão de se afastar da música.
Em 1985, Buchanan foi convencido a voltar aos estúdios pelo fundador da gravadora Alligator Records, Bruce Iglauer, que lhe prometeu total controle criativo. Assim, ele lançou três álbuns nos anos seguintes, reencontrando sua paixão pela música.
Mas, em agosto de 1988, sua trajetória chegou a um fim trágico. "Preso por embriaguez pública após uma discussão doméstica, Buchanan foi encontrado enforcado em sua cela no condado de Fairfax, Virgínia. Oficialmente, a morte foi classificada como suicídio, mas amigos e fãs levantaram suspeitas sobre possíveis agressões ou negligência por parte dos funcionários da prisão", explica.
Buchanan morreu aos 48 anos, deixando um legado que influenciou gerações de guitarristas. Seu estilo único, que misturava blues, rock e country, foi um dos mais inovadores de sua época, e seu domínio do "pinched harmonic" (harmônico artificial) marcou profundamente a forma como a guitarra elétrica seria tocada dali em diante.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Hellfest vem aí e confirma 182 bandas em 4 dias de shows
"Eu não erro nunca", disse Mikkey Dee ao entrar no Scorpions
A música do Deep Purple que cutucava os "guardiões da moral" dos anos 70
A primeira música que o Queen tocou quatro anos antes de transformá-la em clássico
A música do Metallica de 1984 que James Hetfield não quer ver nem pintada de dourado
CDM Metal Fest - Metal como resistência cultural no Sul de Minas Gerais
7 clássicos do rock nacional lançados em 1994 que são lembrados até hoje
O clássico do Slayer que é faixa de um álbum "terrível", segundo a Metal Hammer
O disco punk clássico que Billie Joe Armstrong chamou de "um monte de merda"
Tarja Turunen precisou deixar a Finlândia após demissão do Nightwish
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, em lista da Revolver Magazine
Festival Best of Blues and Rock tem edição 2026 confirmada
Formação da turnê "Ozzmosis", de Ozzy Osbourne, se reúne em disco de Joe Holmes
O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"





