Eric Clapton chamou de "gênio de verdade" o guitarrista que reacendeu sua vontade de viver
Por Bruce William
Postado em 20 de abril de 2025
Eric Clapton já era uma lenda quando entrou em uma sala de cinema no Canadá, nos anos 1980. Estava em meio a uma turnê, afundado em álcool e drogas, e não fazia ideia do que veria. Mas ao assistir "Purple Rain", filme estrelado por Prince, sentiu algo que não sentia havia muito tempo. "Foi como um raio", escreveria mais tarde. "No meio da minha depressão e do estado terrível da cultura musical daquela época, aquilo me deu esperança."
Ele voltou para o hotel, cercado por latas de cerveja, e compôs "Holy Mother". Não era apenas o impacto musical que mexia com ele - era uma centelha de vida, uma lembrança de que ainda havia algo a ser dito por meio da música. "Ele era uma luz na escuridão", escreveu. "Eu estava em uma espiral descendente, e 'Purple Rain' foi um ponto de virada."

A relação de Clapton com Prince nunca foi próxima, mas a admiração era profunda. Ele o chamou de "um verdadeiro gênio" e o comparou a nomes como Little Richard, Jimi Hendrix e James Brown. "Foi exatamente o que o mundo precisava", disse, durante o programa Desert Island Discs, da BBC Radio 4. Ali, revelou também que "Purple Rain" era sua música favorita.
Após a morte de Prince, em 2016, circulou uma citação famosa - atribuída a Clapton - que dizia: "Pergunte ao Prince", quando perguntaram como era ser o melhor guitarrista do mundo. Apesar de nunca ter dito isso exatamente, a frase viralizou porque soava coerente com o que ele de fato pensava sobre o colega.
Em entrevistas, Clapton deixou claro que o que mais admirava em Prince era justamente a originalidade. Ele elogiou o modo como o músico reinventava o uso da guitarra e rompia padrões. "Era como ninguém mais", disse, conforme resgate feito pela Far Out. Foi essa ousadia que o impressionou e reacendeu sua paixão num momento de desalento.
Clapton sempre teve carinho pelos grandes nomes do blues tradicional, como Robert Johnson, mas também valorizava quem quebrava regras. Prince era um desses casos. Para ele, a guitarra não era apenas um instrumento, mas sim uma extensão de algo muito maior, carregado de energia e liberdade.
Para alguém que testemunhou o nascimento e a queda de tantos gênios da música, a inspiração que Prince trouxe em uma única noite de cinema diz muito. Mesmo sem uma amizade próxima, aquele encontro artístico bastou para deixá-lo marcado - e, mais do que isso, o ajudou a continuar fazendo o que faz até hoje.
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