O álbum que salvou o Deep Purple: "Passamos fome por alguns anos antes disso"
Por Bruce William
Postado em 13 de abril de 2025
Em vídeo publicado no canal oficial de Ritchie Blackmore no YouTube, o guitarrista relembrou o impacto do álbum "Deep Purple In Rock" na trajetória da banda. Foi a primeira gravação de estúdio com a formação Mark II, composta por Ian Gillan, Roger Glover, Jon Lord, Ian Paice e o próprio Blackmore. O disco foi lançado em junho de 1970 e marcou uma virada sonora e comercial para o grupo.
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"Passamos fome por alguns anos antes disso e, de repente, estávamos na moda e todo mundo comprou o 'Deep Purple In Rock'", contou o guitarrista. O álbum se manteve no topo das paradas por cerca de um ano, até ser superado pelo trabalho seguinte da banda, "Fireball", de 1971.
Apesar do sucesso, Blackmore nunca foi fã do disco que sucedeu "In Rock". "Foi montado rápido demais para o meu gosto; não tínhamos ideias. 'Fireball', para mim, foi artificial, forçado, embora eu saiba que Ian Gillan discorde", afirmou. E completou com uma frase contundente: "Eu nunca tocaria aquele disco".
Na visão de Ritchie, o reconhecimento de "In Rock" foi merecido. Ele citou "Child In Time" como um dos destaques, reforçando que o material do álbum caiu imediatamente nas graças do público. "Algumas faixas foram muito bem recebidas, ao contrário do próximo álbum", explicou.
O guitarrista também deixou claro que o sucesso repentino trouxe um alívio para a banda, que vinha enfrentando dificuldades financeiras nos anos anteriores. O lançamento de "In Rock" colocou o Deep Purple em evidência e pavimentou o caminho para os anos seguintes, mesmo que, internamente, os conflitos criativos já estivessem surgindo.
Embora "Fireball" também tenha alcançado o topo das paradas, para Blackmore o disco ficou abaixo do que a banda poderia ter feito com mais tempo e inspiração. A crítica divide opiniões sobre o álbum, mas o próprio guitarrista não esconde seu desapontamento com o resultado final - uma visão que contrasta com a de outros integrantes da banda, como Gillan, que sempre defendeu o trabalho.
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