"O álbum certo na hora certa": Jimmy Page revela o auge criativo do Led Zeppelin
Por Gustavo Maiato
Postado em 05 de abril de 2025
O Led Zeppelin enfileirou diversos álbuns na sequência ao longo dos anos 1970 e todos são guardados com carinho na memória dos fãs. Embora os grandes clássicos como "Stairway to Heaven" e "Whole Lotta Love" estejam nos primeiros discos, Jimmy Page disse que "Physical Graffiti" é o auge criativo do grupo inglês. A entrevista foi resgatada pela Far Out.
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"’Physical Graffiti’ foi o primeiro lançamento do Led Zeppelin pelo nosso próprio selo. Era o álbum certo na hora certa. Tínhamos material que sobrou do quarto disco e que precisava ser ouvido. Outros artistas já tinham feito álbuns duplos, e eu queria muito mostrar tudo que podíamos oferecer — desde instrumentais sensíveis de guitarra até a densidade de ‘In the Light’ e a urgência de ‘In My Time of Dying’. Cada faixa tem sua própria personalidade. Cada faixa tem algo único. E todas mostram exatamente onde estávamos naquele momento", disse.
Jimmy Page e "Physical Graffiti"
Em outra oportunidade, Page relembrou sobre como foi feita a icônica capa de "Physical Graffiti": "A ideia de ter o prédio com janelas mostrando várias imagens que apareceriam dependendo de como se substituíssem os encartes veio a partir do terceiro álbum, onde tivemos uma roda com informações que apareciam em recortes", explicou. "Mas todos os detalhes nunca foram mostrados nessas janelas, então desta vez eu queria ser realmente preciso."
O álbum sem dúvidas se tornou um clássico atemporal e até mesmo o ácido jornalista Regis Tadeu se rendeu ao disco, comentando que o sexto álbum do Led "envelheceu muito bem". Ele comentou sobre a faixa "In My Time of Dying":
"É um álbum duplo gravado numa casa de campo no interior da Inglaterra chamada Headley Grange, com o auxílio de uma unidade móvel de gravação que tinha sido construída pelo então baixista dos Faces, que era o Ronnie Lane. E essa unidade móvel foi usada porque a unidade móvel que pertencia aos Rolling Stones e que todo mundo usava... eles não puderam contratar, não puderam alugar esse sistema — que era bem famoso na época — e eles não puderam usar porque os Stones estavam usando esse sistema de gravação, esse sistema móvel. ‘In My Time of Dying’, até hoje... o que é absolutamente inacreditável saber é que uma canção maravilhosa desse disco aqui, chamada ‘In My Time of Dying’, com mais de 11 minutos de duração, ela foi gravada em dois takes".
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