A opinião de Richard Kruspe do Rammstein sobre Malcolm Young do AC/DC
Por Gustavo Maiato
Postado em 18 de maio de 2025
Para Richard Kruspe, guitarrista do Rammstein, o segredo de um bom riff não está na velocidade nem na complexidade — está na alma. Em entrevista recente à Guitar World, o músico refletiu sobre suas maiores influências, os riffs que marcaram sua trajetória e aquilo que, para ele, define o som único da banda alemã.
"Eu tive o privilégio de assistir ao Malcolm Young no palco", disse, relembrando o guitarrista do AC/DC com respeito visível. "Toda vez que toco ao vivo, erro pelo menos uma ou duas vezes. Mas o Malcolm não — ele estava sempre concentrado. A simplicidade do rock 'n' roll do AC/DC é inegável, e ainda hoje mexe com as pessoas. Vai direto ao coração. Não precisa de muita explicação."

Kruspe sempre valorizou músicos com identidade própria. "Eu adorava o Jim Martin, do Faith No More. Ele tinha um som muito específico com os Marshalls que usava. Não era o guitarrista mais rápido, mas tinha um estilo único, e eu sempre admirei isso."
Ao longo dos anos, Kruspe escreveu riffs pesados e icônicos — muitos deles com status de hino. Mas ao ser perguntado sobre o riff de que mais se orgulha, a resposta foi surpreendente: voltou no tempo, antes mesmo do Rammstein existir.
"Lembro da primeira vez que toquei o riff de Rammstein. Foi ainda na época da Orgasm Death Gimmick. É uma ideia muito simples, mas até hoje me dá arrepios quando toco. É um dos meus riffs mais antigos e acabou gerando todo o conceito da banda."
Para ele, a marca registrada de um riff do Rammstein está na combinação entre simplicidade e peso. "Você precisa pensar de forma simples, mas também pensar em algo grande. Tem que ter espaço. E, claro... precisa de um pouco de sorte também!", brincou.
Kruspe também falou sobre sua filosofia na guitarra: menos é mais. "Hoje em dia vejo muita gente fazendo solos rápidos, mas para mim, o mais importante sempre foi o ritmo. Os guitarristas que mais admirei eram grandes ritmistas, mesmo que também pudessem solar. A mão direita é tudo." Quando perguntado sobre o maior riff de todos os tempos, não hesitou: "Whole Lotta Love. Vamos lá... não tem nada melhor do que isso. É o tipo de coisa que eu gostaria de ter escrito."
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