O guitarrista que ganhou o respeito de Brian May mas tocava de forma perigosa
Por Bruce William
Postado em 06 de maio de 2025
Mesmo sendo um dos guitarristas mais conhecidos da história do rock, Brian May não titubeia em admitir quando se impressiona com alguém, tanto para o bem quanto para o mal. E um dos nomes que mais o impactaram foi John Frusciante, guitarrista do Red Hot Chili Peppers. Ao comentar uma enquete que o elegeu como o maior guitarrista de todos os tempos, May declarou: "Achei que John Frusciante tocava de forma perigosa."
A fala não foi uma crítica. Brian May usou o termo "perigosa" no sentido de alguém que toca com intensidade emocional, sem buscar perfeição técnica ou segurança. É aquele tipo de músico que se arrisca, se joga, corre o risco de errar — mas em vez disso cria momentos únicos. Esse tipo de entrega, instável e viva, foi o que mais chamou a atenção do guitarrista do Queen.

Frusciante adotou esse estilo desde cedo, relembra a Far Out. Quando entrou para os Chili Peppers, em 1988, trouxe uma sonoridade que era ao mesmo tempo crua e expressiva. Ao longo dos anos, lançou mais de dez discos solo e alternou períodos dentro e fora da banda, sempre com a mesma proposta: tocar o que sente, e não apenas o que soa bonito.
A década de 1990 foi marcada por problemas com drogas e afastamento da música, mas Frusciante deu a volta por cima. Voltou à banda no fim da década e participou da criação de álbuns como "Californication" e "By the Way", onde sua guitarra voltou a soar emotiva e imprevisível.
Para Brian May, a coragem artística pesa mais do que a técnica apurada. Frusciante não tenta soar impecável — ele quer soar verdadeiro. E é exatamente por isso que, para May, tocar assim pode ser perigoso. Mas também pode ser inesquecível.
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