A banda que, conforme Zakk Wylde, tacou gasolina no Black Sabbath e incendiou o metal
Por Bruce William
Postado em 21 de junho de 2025
Zakk Wylde sabe onde começou o som que moldou sua vida: no peso inventado por Tony Iommi com o Black Sabbath. Foi ao lado de Ozzy Osbourne, a partir de 1987, que ele entendeu na prática como é segurar a guitarra de um dos pilares do metal, e desde então defende essa linhagem, seja no palco com Ozzy, no comando do Black Label Society ou empunhando a guitarra para manter viva a memória do Pantera.
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Quando perguntam quem, depois do Sabbath, realmente fez o metal explodir para outro patamar, Wylde não hesita em apontar Dimebag Darrell como peça-chave. Para ele, Dimebag e o Pantera não só continuaram o que Iommi começou, como deram velocidade, sujeira e fúria inéditas até então.
Em entrevista ao Songfacts, com falas replicadas na Far Out, Zakk resumiu isso com a imagem perfeita: "Eu sempre digo pra todo mundo qual é o legado do Dime. Tony Iommi criou todo esse gênero, e depois o Dime e os caras pegaram o Sabbath e jogaram gasolina. Ele colocou nitro nisso e fez o próprio som dele."
Foi justamente esse "combustível" que alimentou gerações de guitarristas a afinarem mais grave, explorarem riffs sincopados e criarem um som que misturava groove e agressividade, marca registrada do Pantera desde "Cowboys from Hell". A combinação do ataque de Vinnie Paul na bateria com os riffs de Dimebag virou guia para incontáveis bandas de metal dos anos 90 em diante, do groove metal ao nu metal.
Wylde mesmo não esconde que até sua própria forma de tocar carrega essa herança. Não à toa, foi o nome natural para assumir a guitarra do Pantera quando o grupo decidiu se reunir para homenagear os irmãos Abbott. Para quem vive de palhetada pesada, o recado de Zakk é simples: o Sabbath fundou tudo, mas quem transformou o fogo em incêndio foi Dimebag Darrell. E todo riff que faz o metal rugir até hoje ainda carrega faíscas dessa explosão.
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