Metallica era criticado desde quando colocou balada no segundo disco, lembra Lars
Por João Renato Alves
Postado em 11 de junho de 2025
Durante entrevista à Variety, Lars Ulrich falou sobre os grandes riscos assumidos pelo Metallica durante a carreira. O baterista e fundador deixou claro que as reações dos fãs da banda, sejam positivas ou negativas, não ditam o rumo das decisões. Também deixou claro o medo da estagnação.
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"Acho que nunca foi uma escolha. Gostaria de acreditar que ditamos nossa própria narrativa, e uma das peças-chave do DNA individual e coletivo do Metallica é a curiosidade. Sempre quisemos revirar pedras e buscar novas ideias e desafios. Se a curiosidade é uma parte significativa do nosso DNA, outra parte é o medo da complacência, o medo do medo, de ficar preso. A claustrofobia: ‘Meu Deus, temos que continuar evoluindo. Temos que continuar crescendo. Temos que continuar tentando coisas diferentes.’ O medo da estagnação, de acabar no piloto automático, o medo da repetição, de simplesmente ficarmos presos. Então, sempre nos lançamos em novos e diferentes empreendimentos criativos. Sejam os filmes, ou fazendo coisas com orquestras sinfônicas, ou tocando com produtores diferentes ou novas abordagens, é para garantir que sempre mantenhamos o frescor, e sempre há desafios pela frente."
O músico ainda deixou claro que a crítica da ala mais radical do público não foi algo que teve início nos anos 1990, quando o grupo lançou seu álbum homônimo. Ela foi desperta através de uma balada presente no segundo disco. "Quando ‘Ride The Lightning’ foi lançado, a quarta música, ‘Fade To Black’, tinha violões. Definitivamente, houve algumas sobrancelhas levantadas e as pessoas da comunidade mais adepta do peso se perguntaram o que estávamos fazendo. Mas eu gostaria de pensar que, desde o início, declaramos que não deveríamos ser encaixotados e que não deveríamos fazer sempre o que era esperado. Não seríamos a banda a produzir o mesmo disco repetidamente, tendo apenas uma capa diferente. Faríamos tudo o que pudéssemos para evitar que isso acontecesse."
O Metallica escreveu "Fade To Black" depois que seu caminhão e equipamento foram roubados. A banda tinha um show marcado em Boston para 14 de janeiro de 1984. Eles precisaram cancelar a apresentação e adiar uma turnê planejada pela Europa.
Os ladrões levaram a bateria de Lars Ulrich e o amplificador personalizado de James Hetfield, que tinham muito valor sentimental. Foi sob essa sensação depressiva que o vocalista e guitarrista escreveu a letra sombria.
O próprio esclareceu posteriormente que nunca pensou em suicídio, mas estava usando esse momento sombrio como impulso para a música sobre um cara que pensa assim. A ideia é que às vezes podemos nos sentir impotentes quando atingidos por eventos fora do nosso controle e, embora todos possamos chafurdar em nossa miséria, cabe a nós reverter a situação.
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