Quando Joe Bonamassa recebeu um elogio que o irritou, e decidiu trocar as Fender pelas Gibson
Por Bruce William
Postado em 09 de junho de 2025
Apesar de ser dono de várias Stratocasters e Telecasters, Joe Bonamassa fez uma escolha definitiva no início dos anos 2000: trocou a Fender pela Gibson. O motivo? Um elogio que, embora bem-intencionado, acabou tocando num ponto sensível. Ele contou o episódio em entrevista a Chris Shiflett (via KillerGuitarRigs), lembrando de quando ainda estava no começo da carreira solo e abrindo shows de Buddy Guy.
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Na época, Bonamassa costumava encerrar suas apresentações com um pequeno trecho instrumental inspirado na música barroca, usando uma técnica chamada "volume swells" que deixavam o som da guitarra próximo ao de um violino. Em uma dessas noites, enquanto vendia CDs na mesa de merchandising, um fã se aproximou e disse: "Quando você tocou aquele trecho que parecia um violino, fechei os olhos e parecia o Stevie Ray Vaughan."
Bonamassa riu ao lembrar da reação interna: "Ele tá ouvindo com os olhos! Porque não tem Stevie Ray nenhum ali — ele viu a Strat e ouviu o que quis." Foi aí que percebeu que precisava de uma virada. "No fim dos anos 1990 e começo dos 2000, todo mundo no blues era cara de Fender. Eu também tinha muito de Stevie Ray na minha música. Pensei: preciso fazer algo diferente."
Na mesma turnê, a oportunidade apareceu: a Gibson lhe ofereceu uma Les Paul Classic reedição de 1960. Na noite seguinte, já em Memphis, ele testou o novo som. A plateia era pequena, mas a performance com a Les Paul arrancou elogios — e, dessa vez, ninguém mencionou Stevie Ray Vaughan. "Disseram que soava como Peter Green. Eu pensei: beleza!"
A partir dali, Bonamassa se firmou como um dos grandes embaixadores modernos da Les Paul, especialmente a sua favorita, a famosa "Skinnerburst", modelo 1959. E embora continue tendo Fenders em sua coleção, foi com as Gibson que ele definiu sua identidade. Tudo por causa de um comentário que, ironicamente, tinha sido feito originalmente como um elogio.
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